XP/Ipespe: Haddad vence Bolsonaro no segundo turno; 43% x 39%

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Foram testadas seis situações de segundo turno nesta pesquisa. Em eventual disputa entre Alckmin e Haddad, pela primeira vez na série histórica o quadro seria de empate técnico, com o tucano numericamente à frente com 38% das intenções de voto contra 35% para o petista. Votos em branco, nulos e indecisos agora somam 27%. Em nenhum momento o ex-prefeito liderou as simulações, mas, nas últimas três semanas ele apresentou um crescimento ininterrupto em seu nível de apoio. Enquanto Alckmin aparece estável aos 38% no período, Haddad saltou 10 pontos percentuais, fazendo a diferença entre os candidatos cair para 3 p.p..

No caso de enfrentamento entre Alckmin e Bolsonaro, o cenário também é de empate técnico, com o tucano voltando a aparecer mais forte numericamente, com 41% das intenções de voto contra 38% para o deputado. Brancos, nulos e indecisos somam 22% do eleitorado. No último levantamento, os dois candidatos apareciam empatados com apoio de 39%. A diferença entre os candidatos chegou a ser de 7 pontos percentuais a favor do parlamentar na quarta semana de maio. Na maior parte do tempo, Bolsonaro apresentou níveis de apoio mais elevados, mas a diferença, na maior parte do tempo, ficou dentro do limite da margem máxima de erro – de 3,2 p.p. até a primeira semana de setembro, quando passou para 2,2 p.p. com o aumento no número de entrevistas feitas na pesquisa (de 1.000 para 2.000).

Em eventual disputa entre Marina Silva e Bolsonaro, o quadro é de empate técnico, no limite da soma das margens de erro dos candidatos. Nesta simulação, o deputado aparece com 39% das intenções de voto, contra 35% para a ex-senadora. Brancos, nulos e indecisos somam 25%. Na última pesquisa, Bolsonaro interrompeu uma sequência de 14 semanas numericamente atrás e em situação de empate com Marina, ao liderar por diferença de 5 pontos.

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Se o segundo turno fosse entre Ciro e Alckmin, o cenário também seria de empate técnico, com o pedetista numericamente à frente por 39% a 35%. Brancos, nulos e indecisos agora somam 26% do eleitorado. É a terceira vez que Ciro aparece numericamente à frente na disputa. Na semana passada, ele tinha 2 p.p. a mais que o ex-governador paulista. Em nenhum momento um dos candidatos teve vantagem superior ao limite da soma das respectivas margens de erro, mas na maior parte do tempo Alckmin esteve numericamente à frente.

Caso Bolsonaro e Ciro se enfrentassem, o pedetista venceria com 43% das intenções de voto, contra 35% do parlamentar. Brancos, nulos e indecisos somariam 21%. É a maior diferença já registrada a favor do ex-governador do Ceará. Há quatro semanas, Ciro contava com vantagem de apenas 2 pontos percentuais. Bolsonaro esteve numericamente à frente na maior parte do tempo, mas em quadro de empate técnico. Apenas nos dois primeiros levantamentos, realizados em maio, ele vencia com diferença superior à soma das margens de erro.

A pesquisa também simulou um segundo turno entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad. Neste caso, o quadro também é de empate técnico, mas, pela primeira vez, o petista aparece numericamente à frente, por placar de 43% a 39%, no limite da soma das margens de erro dos candidatos. O grupo dos “não voto” agora soma 18%. Em abril, Bolsonaro chegou a contar com gordura de 11 pontos percentuais. Na semana passada, a diferença passou para apenas 3 pontos.

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