ARTICULAÇÃO DE UM GOLPE: Ato pró-Bolsonaro tem boneco do Mourão e discurso de “fraude nas urnas”

UOL

No dia seguinte a ato #EleNão, apoiadores do candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) promoveram neste domingo (30) na avenida Paulista manifestação em prol do candidato. Um boneco que representa o candidato a vice, general da reserva Hamilton Mourão, e um discurso do filho de Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), reiterando a possibilidade de fraude nas urnas marcaram o ato, que aconteceu na altura do Masp (Museu de Arte de São Paulo).

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Em cima do carro de som, Eduardo Bolsonaro disse que seu pai vencerá a eleição no primeiro turno, caso o sistema de urna eletrônica não sofra fraude. “Se a urna [eletrônica] não for fraudada, vai ser no primeiro turno”, disse ele.

Milhares de apoiadores compareceram à manifestação, mas a Polícia Militar divulgou estimativa de público.

Os participantes puxaram palavras de ordem como “mito”, “ele sim”, “eu vim de graça”, “fora PT” e a “nossa bandeira jamais será vermelha”.

Eduardo Bolsonaro aproveitou o ato em favor de seu pai para criticar o candidato Geraldo Alckmin (PSDB). “Alckmin, não adianta usar marqueteiro, não adianta fazer propaganda”, disse ele, referindo-se aos ataques da propaganda eleitoral do tucano contra seu pai. O filho do presidenciável também não poupou o PT, dizendo que os presidentes da Bolívia, Evo Morales, e da Venezuela, Nicolás Maduro, podem comparecer à posso de Haddad, caso o petista seja eleito.

Eduardo disse ainda que, se o pai vencer as eleições, vai transferir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) da carceragem da Polícia Federal em Curitiba (PR) para um presídio comum. “Não vamos deixar o país se igualar ao PCC, que recebe ordens de presidiários”, disse.

Também participaram do ato o deputado federal Major Olímpio (PSL-SP), um dos articuladores da campanha de Bolsonaro, entre outros candidatos do PSL. A manifestação na Paulista foi encerrada por volta das 16h30 em razão da forte chuva que atingiu a região.

A manifestação é uma reação ao movimento “Mulheres contra Bolsonaro”, que mobilizou milhares de pessoas em protesto contra o presidenciável em diversas cidades do país. Em São Paulo, o movimento se concentrou no Largo da Batata, na zona oeste, e depois seguiu em passeata até a avenida Paulista.

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