Aécio e Dória devem aderir a Bolsonaro no segundo turno; CONFIRA!

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O PSDB prepara-se para ocupar o lugar preferido historicamente pelos tucanos: subirá para o muro no segundo turno das eleições, já consolidado entre Haddad e Bolsonaro. Enquanto isso, ao pé do muro, vários líderes tucanos deverão apoiar Bolsonaro, como João Doria em São Paulo e a dupla Aécio/Anastasia em Minas Gerais. Uma boa definição do que acontece no PSDB foi a do jornalista Raymundo Costa, que escreveu em sua coluna no Valor Econômico: “A campanha de Geraldo Alckmin está com infiltração bolsonarista no telhado e nas paredes, mas o PSDB deve liberar o voto de seus militantes no segundo turno, se o candidato do partido ficar pelo caminho” (a íntegra do artigo aqui).

Costa resume assim o impasse no PSDB:

“O PSDB histórico não vai apoiar o candidato do PSL, apesar da ampla infiltração bolsonarista, devido a oposição dele em relação a bandeiras caras ao partido, como a defesa do direitos humanos e das minorias, só para citar dois exemplos. A matriz autoritária da candidatura de Bolsonaro também assusta.

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Haddad é um nome simpático a setores do PSDB, como Fernando Henrique Cardoso. Mas o que se espera é que nem ele avance nessa direção. Apoiar o PT, partido com o qual os tucanos fizeram contraponto nos últimos 24 anos, seria a negação de tudo o que fez o PSDB desde que virou oposição.

Além disso, depois de muito relutar, a campanha de Alckmin também adotou um tom mais agressivo em relação a candidatura de Haddad nos últimos dias, o que só dificulta qualquer conversa.”

É o ocaso do partido que foi social-democrata em sua fundação, em 1988, e migrou cada vez mais para a direita, a partir da Presidência de FHC (1995-2002). Ou, nas palavras cruas do tucano histórico Arthur Virgílio, prefeito de Manaus: “”O PSDB acabou”.

A aparente neutralidade mal esconde a adesão cada vez maior a Bolsonaro. A campanha de Alckmin equilibra-se nos ataques ao candidato fascista e nas agressões cada vez mais contudentes ao PT e a Haddad.

Como registou o articulista do Valor, “uma das vozes influentes entre os caciques tucanos, o senador Cássio Cunha Lima (PB) encontrou outra maneira de abordar a questão: o partido deveria abandonar os ataques a Bolsonaro e se concentrar nas críticas ao PT”. São muitos líderes bandeando-se para o lado fascista: “Na campanha de Alckmin, a candidata a vice Ana Amélia (PP) comanda o ataque final ao PT. Discretamente, ela recusou um convite para participar da manifestação de mulheres #EleNão”.

O muro tucano terá poucas aves empoleiradas. Boa parte delas já estão batendo asas para Bolsonaro. Poucos ainda vinculados à história do partido nos anos 1980 poderão, eventualmente, manifestar simpatia a Haddad. O partido, na definição de Marcos Coimbra, do Vox Populi, está definhando.

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