Ibope e Datafolha: a histeria antipetista generalizada rendeu votos apenas para Bolsonaro

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Por Arnóbio Rocha

Pesquisas DataFolha e Ibope. Como Entender?

As duas coincidem nos números, ambas mostram crescimento de Bolsonaro e estabilidade de Haddad e dos demais, com variações mínimas, sendo estas migradas para o extremista.

O que mudou em cinco dias?

Aparentemente dois eventos seriam cruéis para Bolsonaro: a estrondosa manifestação do #Elenão e as pesadas denúncias de Veja, Globo, Folha de S.Paulo, sobre separação com ameaça de morte, roubo de cofre, ocultação de patrimônio.

Para piorar, o seu vice e o principal conselheiro econômico propuseram pautas de imenso prejuízo aos trabalhadores, como o fim do 13º e o abono de férias.

Entretanto, aconteceu um movimento oposto, ou pelo menos, essas pesquisas detectam assim.

É importante dizer que os levantamentos anteriores à amostragem eram na casa de 10 mil entrevistados e nesses são entre 3200 e 3500.

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Mesmo assim, o que podemos intuir é que houve um recrudescimento consciente de migração de votos, sem nenhum pudor, sem nenhuma cerimônia, para a candidatura de extrema direita.

Em 2016, ocorreu algo parecido em São Paulo na corrida pela prefeitura.

Na semana anterior ao pleito, houve um desespero para evitar o segundo turno, dando vitória antecipada a um aventureiro que abandonou o cargo para disputar o governo do estado.

A situação de ódio completo ao PT criou um comportamento assustador de que nada interessa, não importa quem, mas é preciso evitar o PT.

É irracional. Vem não apenas de Jair Bolsonaro, mas da centro-direita (Alckmin) e da centro-esquerda (Ciro), reforçando o MEDO ao PT.

Ao invés de se transformarem em votos para eles, foram para Bolsonaro, perfeitamente identificado com o antipetismo.

É preciso lembrar também da colaboração de José Dirceu para o clima de terror, com declarações sobre “tomada do poder”, que reforçam no imaginário coxinha a tese venezuelana.

Foram tiradas de contexto, ok, mas até explicar o contexto era tarde demais.

A dúvida é se haverá segundo turno ou se essas pesquisas são retratos de um corte parcial da realidade.

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