Bolsonaro é o ‘antissistema’ e Haddad é a ‘antiexploração’, diz cientista político

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O cientista político Alberto Carlos Almeida afirma que “o segundo turno será uma disputa entre o candidato antissistema e o candidato antiexploração”. Ele diz que “política é símbolo” e que “propostas e planos de governo não importam”. “O que vale é a visão que o eleitor tem de cada candidato”, afirma o cientista político. Para Almeida, “Bolsonaro formou em torno de si a imagem do candidato que mudará para melhor tudo o que está aí. Fez questão de mostrar que está decidido, que tem pulso forte para fazer isso”.

Em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, Alberto Carlos Almeida destaca que a imagem que vale para o eleitor tem mais a ver com subjetividades políticas do que com propostas concretas: “ainda que tenha sido deputado por sete mandatos, teve a sua imagem pública absolvida pelo ministro aposentado do Supremo Joaquim Barbosa quanto ao envolvimento com corrupção. Eleitoralmente, isso vale muito mais do que uma proposta detalhada de reforma da Previdência”.

E pondera sobre os significados da candidatura progressista: “já Haddad tem em torno de si a imagem do candidato que irá restaurar direitos perdidos pelos trabalhadores, assim como aumentar a capacidade de consumo dos eleitores e o acesso a bens e serviços providos pelo governo e pelas empresas. Para isso, uma imagem com Lula vale mais do que mil palavras de um plano de governo”.

CLICK POLÍTICA com informações de brasil247

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