FECHANDO O CERCO: WhatsApp notifica agências para que parem de disparar mensagens contra o PT

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O WhatsApp enviou extrajudicialmente, nesta sexta-feira (19), notificação às agências Quickmobile, Yacows, Croc services e SMS Market para que parem de fazer envio de mensagens em massa contra o PT. A empresa exigiu também que essas agências parem de utilizar números de celulares obtidos pela internet para aumentar o alcance dos grupos na rede social.

O WhatsApp também baniu as contas associadas a essas agências. “Estamos tomando medidas legais para impedir que empresas façam envio maciço de mensagens no WhatsApp e já banimos as contas associadas a estas empresas”, informou em nota o WhatsApp.

A empresa também disse que usa tecnologia de ponta para detectar contas com comportamento anormal para que elas não possam ser usadas para espalhar mensagens de spam.

O caso

A Folha publicou, nesta quinta-feira (18), matéria onde revela que um grupo de empresários – entre eles Luciano Hang, dono da Havan – está contratando empresas para disparar fake news contra o PT para a campanha de Jair Bolsonaro (PSL).

A prática é ilegal, pois se trata de doação de campanha por empresas, vedada pela legislação eleitoral, e não declarada.

A coligação “O Povo Feliz de Novo”, de Fernando Haddad (PT), entrou, na tarde desta quinta-feira, com uma ação de investigação judicial eleitoral no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a chapa de Jair Bolsonaro (PSL) e Antônio Hamilton Mourão (PRTB) pelas denúncias de caixa dois que foram publicadas mais cedo no jornal Folha de S.Paulo.

No documento que traz a ação, também é pedida a investigação de Luciano Hang, da rede Havan, da Quick Mobile Desenvolvimento e Serviços Ltda., da Yacows Desenvolvimento de Software Ltda., da Croc Services Soluções de Informática Ltda., da Smsmarket Soluções Inteligentes Ltda. e da WhatsApp Inc.

Na prestação de contas do candidato Jair Bolsonaro (PSL), consta apenas a empresa AM4 Brasil Inteligência Digital, como tendo recebido R$ 115 mil para mídias digitais. Segundo a reportagem, os contratos chegam a R$ 12 milhões e devem fomentar uma grande campanha de ódio contra o PT a partir de domingo (21), na última semana da campanha.

Com informações da Folha

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