Acredite se quiser: Bolsonaro pede inelegibilidade de Haddad por turnê de Roger Waters

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Reportagem de Isadora Peron e Luísa Martins no Valor Econômico informa que a campanha de Jair Bolsonaro (PSL) entrou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a inelegibilidade do candidato Fernando Haddad (PT) por causa da turnê realizada no Brasil pelo ex-baixista do Pink Floyd, Roger Waters.

De acordo com a publicação, em seus shows, o cantor já apresentou em um telão o nome de Bolsonaro como um dos representantes do neofascismo que estaria emergindo no mundo e exibiu o slogan #elenão. O público tem se divido em relação às manifestações, e, diante das vaias quando se apresentou pela primeira vez no país, colocou sobre o nome do presidenciável a mensagem “ponto de vista de censurado”. Para a defesa, as mensagens divulgadas pelo artista “são de extrema gravidade e demonstram a premeditação e o explícito propósito de denegrir sua imagem e causar nos telespectadores/fãs uma forma de repulsa, pela evidente campanha negativa, o que não condiz com a realidade”.

Os advogados afirmam que “os ataques possuem grande semelhança conceitual com a propaganda produzida pelo PT”, pois a campanha de Haddad tem acusado “Bolsonaro de fascista, ditador, torturador, machista, nazista, etc”. Também afirma que Roger Waters age em consonância com o PT ao lamentar as mortes do capoeirista baiano Mestre Moa e da vereadora Marielle Franco, assassinada em março. “O conluio é tão claro que foi relatado pelos meios de comunicação que o cantor Roger Waters chegou a chorar por causa da morte de mestre Moa”, diz a peça, completa o Valor.

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