Edir Macedo entra com dois processos contra Haddad por ser chamado de “charlatão”

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O bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus, decidiu atacar Fernando Haddad (PT) em duas frentes judiciais: um processo civil e outro criminal.

O líder religioso e dono da Record diz que foi difamado pelo candidato do PT à Presidência, que em entrevista a jornalistas descreveu seu adversário, Jair Bolsonaro (PSL), como “o casamento do neoliberalismo desalmado representado por Paulo Guedes” e o “fundamentalismo charlatão do Edir Macedo”.

“Isso é o Bolsonaro”, afirmou Haddad no feriado de Nossa Senhora Aparecida, 12 de outubro.

As críticas continuaram: “Sabe o que está por trás dessa aliança? Chama em latim ‘auri sacra fames’. Fome de dinheiro Só pensam em dinheiro”.

Na segunda-feira (22), Macedo pediu a instauração de procedimento de investigação criminal.

O processo o descreve como “um dos líderes evangélicos mais conceituados e reconhecidos no mundo”, uma “pessoa íntegra, séria e respeitosa”.

“O requerente Edir Macedo expressou sua predileção ao candidato Jair Messias Bolsonaro, justamente o maior adversário do requerido Fernando Haddad”, diz o texto. “Apenas e somente demonstrou sua inclinação ao candidato Jair Bolsonaro, nada mais!”

“No âmbito religioso”, afirma o processo, “fundamentalismo denota sentido negativo, uma vez que se associa a atos violentos tal como o terrorismo e regimes políticos teocráticos”. Já o termo charlatão, bom, “é aquele que explora a boa fé do povo, enganando, fingindo atributos e qualidades, justamente para obter vantagens. Outrossim, aduz que [o bispo] teria fome de dinheiro e só pensaria em dinheiro, desconsiderando toda a sua trajetória”.

Segundo a peça, Haddad “zombou” de Macedo e “dos dogmas” da Universal. Assim, “ofende a honra objetiva [de Macedo], por meio de atos intolerantes e difamatórios, perante os membros da Igreja Universal do Reino de Deus e sociedade. Ainda, ofende a honra subjetiva [do bispo], que nada mais é que o juízo que faz de si, acerca de seus próprios atributos, praticando, assim, atos injuriosos”.

Na ação civil, o líder religioso solicita que Haddad apague um tuíte com a entrevista e “se abstenha, de imediato, de todo e qualquer ato ofensivo e inverídico ao bom nome, imagem, honra e reputação” de Macedo.

Pede ainda que o petista se “retrate formalmente” com o bispo e seus fiéis, “por meio de mensagem falada ou escrita, em suas páginas oficiais no Twitter e Facebook”.

Como indenização “razoável”, a ação propõe que Haddad pague 83 salários mínimos (cerca de R$ 77 mil).

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