Gleisi fala em ato pelos 73 anos do ex-presidente, na vigília Lula Livre, em Curitiba

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“O maior presente para o Lula será ganhar a eleição e tirar o Lula daqui. O lugar de Lula é na rua”, disse a presidente do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann, neste sábado, 27, em discurso para cerca de 200 militantes. Gleisi fez um discurso de cerca de 10 minutos e defendeu a soltura de Lula “pelos meios legais”, não por meio de indulto.

Eles se reuniram para celebrar os 73 anos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um ato na vigília Lula Livre, em Curitiba. O evento não teve a participação de outros políticos, nem de representantes do PT no estado ou caciques nacionais do partido. Segundo Gleisi, o “esvaziamento” acontece porque os representantes do partido estão na rua, em campanha.

Com a chegada de Fernando Haddad (PT) ao segundo turno, o partido deixou de lado o slogan “Lula é Haddad”, reduziu a participação do ex-presidente e a cor vermelha na campanha eleitoral, buscando ampliar seu eleitorado na disputa contra Jair Bolsonaro (PSL). Desde o fim do primeiro turno, Haddad visitou Lula na prisão apenas uma vez.

Em uma das poucas menções à Haddad, Gleisi mencionou a caminhada que o presidenciável fará na tarde deste sábado em São Paulo.

Bolo de 50 kg e parabéns
Joka Madruga/Futura Press/Folhapress

O evento, que teve discursos e apresentações musicais, aconteceu em um terreno usado pelos manifestantes ao lado da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, onde o ex-presidente está preso desde 7 de abril. Os manifestantes levaram um bolo de 50 kg e cantaram “parabéns a você” simbólico.

Um dos filhos do ex-presidente, Fábio Luis, e um dos netos, Thiago, estiveram presentes, mas não discursaram, nem quiseram conversar com a imprensa.

‘Energia da virada’
Gleisi mencionou uma pesquisa feita pelo partido para incentivar os militantes a não desistirem nesta reta final de campanha. De acordo com ela, as medições internas do partido colocam a distância entre Haddad e Bolsonaro em três pontos porcentuais.

“Na quinta-feira, Lula me disse que não devemos desistir jamais e não devemos nos intimidar. Eles [referindo-se a campanha de Bolsonaro] não sabem o que falar, por isso intimidam e usam armas. Eles não falam, eles gritam”, disse.

Vinda de um evento realizado na Bahia na sexta-feira, Gleisi falou em “energia da virada”. Segundo ela, os atos finais da campanha, especialmente no Nordeste, estão sendo muito representativos.

Antes de Gleisi, João Pedro Stédile, do MST, também pediu para que os militantes não esmoreçam no segundo turno. “Eles tentaram insuflar o medo na militância, mas nós vamos responder nas urnas, contra o fascismo e o atraso”, afirmou.

CLICK POLÍTICA com informações de UOL

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