Doria vai apunhalar Bolsonaro como fez com Alckmin, diz jornalista da Record

0

Diz Paulo Henrique Amorim, jornalista da Record, em seu blog:

Se o amigo navegante pensa que foi eleito um Presidente da República se engana redondamente.

Foram eleitos dois.

Jair Bolsonaro e João Doria, que era prefake da cidade de São Paulo e agora será o Gofake do estado de São Paulo inteiro.

São Paulo inteiro, em teoria.

Porque, na prática, os eleitores da cidade o repudiaram de forma indiscutível: perdeu de 58 a 42%!

Ou seja, quem conhece o Doria como administrador público o rejeitou.

O Gofake se elegeu com o bolsonarismo do interior do Estado.

Mas, na verdade, ele não se elegeu Governador.

Ele se elegeu Presidente.

Na cabeça dele.

E na linguagem corporal, Imperial, Consule, na noite da vitória.

Dois meses depois de ser empossar na Prefeitura que abandonou, ele passou a correr o mundo para se qualificar como candidato a Presidente.

Foi quando o Santo do Alckmin, que lhe trouxe à luz, começou a desconfiar que sangrava nas costas.

Alckmin era o candidato natural desse partido em extinção, o PSDB – e o filhote prefeito tentou lhe passar uma rasteira.

Não deu certo, porque Alckmin manteve o controle da máquina do PSDB, fez o histórico acordo com seus pares corruptos do Centrão, conquistou o maior tempo de horário eleitoral gratuito – e tomou a surra derradeira, terminal: teve 5% dos votos!

Um colosso!

Agora, o Gofake vai fingir que vai governar São Paulo.

E já se revela até mais bolsonarista que os bolsonários.

Vejam só.

Sobre os policiais que matam suspeitos, vejam o que ele disse no dia seguinte à eleição:

“Nós vamos colocar, e não é advogado de OAB de graça. Não tenho nada contra a OAB, nem advogado que advoga… estagiário, pós-estagiário. Será advogado pago pelo Estado. Os policiais que defendem as nossas vidas devem ter a assistência jurídica correta”.

Nisso, nem o Bolsonaro pensou!

Nem o Alexandre Frota!

Ele começou assim o discurso da vitória:

Vamos pacificar o Brasil!

O Brasil?

É! Não é São Paulo.

Na abertura ele já avisou: vai pacificar o Brasil!

Ele disse que teve uma conversa com o presidente eleito e eles ficaram de se ver essa semana.

E informou que… eu devo ir ao Rio.

Ou seja, havia a possibilidade de o presidente eleito vir a São Paulo vê-lo…

Mas, de forma condescendente, gentil, ela se permite ir ao Rio…

Doria já apunhalou Bolsonaro.

Como apunhalou o Alckmin, o Goldman, o Serra e o Fernando Henrique.

O PSDB é dele.

Ele já avisou: “o meu PSDB não fica em cima do muro”.

E se o Bolsonaro acha que o Godfake vai apoia-lo… é melhor proteger as costas.

Porque o Brasil tem dois presidentes.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.