Reforma da Previdência proposta por Paulo Guedes seria ainda mais “brutal” do que a de Temer

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Da Esquerda Diário:

O futuro ministro da Casa Civil do recém-eleito reacionário Jair Bolsonaro (PSL), Onyx Lorenzoni (DEM-RJ), afirmou nesta segunda-feira, 29, que a tendência é que seja encaminhado um novo projeto de reforma da previdência em 2019 que não seja alterado pelos próximos 30 anos. Em entrevista à rádio CBN, o deputado federal defendeu que se aprove a reforma “de uma vez”, sem tentar fatiá-la em projetos menores, fazendo jus às suas promessas de implementar o projeto escravista de Bolsonaro para descarregar ainda mais a crise nas costas dos trabalhadores.

Sua ideia é apresentar uma proposta que separe a previdência de outros itens da assistência social para “sustentar a poupança interna”. Para Onix, não dá para aproveitar a proposta do golpista Temer de aprovar a previdência no período de transição pois “o atual governo propôs apenas um remendo”. Ou seja, a reforma da previdência proposta pelo governo Temer é considerada demasiada light para o nível de destruição da previdência que deseja a equipe de Bolsonaro. Visto que acabar com a aposentadoria é a primeira prioridade para Bolsonaro e Mourão, está dado que o recém-eleito presidente vem para aprofundar ainda mais os ataques contra os trabalhadores, para aprovar através da força o que Temer não conseguiu.

Onix Lorenzoni está trabalhando nesta semana para compor a equipe de técnicos que vai trabalhar na transição de governos. O deputado deve ir à Brasília se reunir com o economista Paulo Guedes na terça-feira, 30, e com o General Heleno, indicado para chefiar a Defesa, quarta-feira. Juntos, não veem a hora de pôr em prática seu projeto entreguista e ultraneoliberal, rifando os direitos trabalhistas.

Filho do golpe institucional e eleito pelas eleições mais manipuladas da recente história do Brasil, o reacionário Bolsonaro além de prometer continuar descarregando a crise nas costas dos trabalhadores, também visa acabar com qualquer organização de luta contra o governo. De forma autoritária, Bolsonaro quer que os trabalhadores paguem por uma crise que os capitalistas criaram e ainda quer impedir qualquer tipo de manifestação contra isso, afirmando que vai banir todos os “vermelhos” do país.

Como resposta a esse projeto escravista e ao discurso absurdo herdeiro da ditadura militar, é preciso que as centrais sindicais como CUT e CTB, e também as grandes entidades estudantis como a UNE, dirigidas pelo PT e pelo PCdoB, rompam com a paralisia e organizem milhares de comitês de base com um programa anticapitalista e operário para mostrar a força da nossa classe e fazer com que sejam eles que paguem pela crise que criaram. Com uma força dos trabalhadores e da juventude colocada nas ruas, de forma independente do PT que mostrou sua impotência com sua estratégia meramente eleitoral, é possível barrar Bolsonaro, os golpistas e as reformas.

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