Jornalista com sobrenome “Haddad” é agredida por eleitores de Bolsonaro; Saiba!

0

Segundo publicação da Folha, a jornalista Renata Volpe Haddad, repórter do jornal Correio do Estado, de Campo Grande, foi agredida enquanto trabalhava na cobertura da vitória de Bolsonaro na noite de domingo.

A repórter estava na avenida Afonso Pena, a principal da capital, onde um caminhão foi colocado com um telão foi instalado por apoiadores do presidente eleito para acompanhar a apuração.

Ao chegar, procurou pessoas que estavam no local para questioná-las sobre a avaliação da eleição e da vitória de Bolsonaro.

A primeira pessoa, que depois ela soube se tratar de uma das organizadoras do ato, a chamou de “imprensa marrom” quando se apresentou.

Em seguida, ela circulou pelo local —a polícia estimou em cerca de 10 mil pessoas presentes— e, em duas oportunidades, teve seu crachá puxado por eleitores que identificaram o sobrenome Haddad escrito nele.

“Fiquei assustada com a reação. Nunca imaginei que isso pudesse acontecer. Fui para trabalhar, só estava trabalhando”, disse a jornalista.

Em uma das vezes, um jovem que puxou o crachá disse para ela “vazar” do local.

A repórter, então, virou seu crachá, para que o sobrenome —que acrescentou após se casar— não aparecesse e continuou seu trabalho.

Quando já se dirigia para deixar o local após a apuração, teve o cabelo puxado ao passar perto de outro grupo.

“Não sei se isso [puxão] ocorreu por eu ser mulher ou se viram o sobrenome no crachá.

O jornal quis me tirar de lá, mas resolvi ficar e não ir embora. Não conseguiram me intimidar”, disse a jornalista.

Ela não registrou boletim de ocorrência e disse que não conseguiria reconhecer os agressores.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.