Miliciano acusa cúpula da Polícia acobertar assassinatos por contraventores e caso envolve morte de Marielle

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Reportagem de Vera Araújo e Chico Otávio no Globo informa que, confinado desde junho a uma cela de seis metros quadrados na Penitenciária Federal de Mossoró (RN), de onde só sai para o banho de sol diário, o ex-policial militar Orlando de Oliveira Araújo, o Orlando de Curicica , interrompeu a sua rotina de preso na semana passada para contar sua versão sobre as mortes da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes , no dia 14 de março. Um dos principais suspeitos do crime, Curicica negou a participação no duplo assassinato, mas põe em xeque as investigações conduzidas pela Polícia Civil no caso. Diante do depoimento-bomba prestado pelo ex-PM à Procuradoria Geral da República, a procuradora Raquel Dodge determinou, na tarde desta quinta-feira, que a Polícia Federal investigue as denúncias.

De acordo com a publicação, em entrevista de 15 perguntas por escrito ao GLOBO, autorizada pelo juiz-corregedor do presídio, Walter Nunes da Silva Júnior, Curicica afirmou que a Polícia Civil do Rio não tem interesse em elucidar o caso Marielle. Integrantes da corporação, incluindo até o chefe de Polícia Civil, delegado Rivaldo Barbosa , teriam montado, segundo ele, uma intrincada rede de proteção aos “capos” da contravenção envolvidos em assassinatos. A mesma denúncia consta no depoimento de Curicica à PGR, que já avaliava a possibilidade de federalizar a investigação há cerca de um mês.

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