Acusados de propagar “rede de mentiras” na eleição, família Bolsonaro se revolta com tema da redação do ENEM

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O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), e dois de seus filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ) atacaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizado nesse fim de semana. O Enem teve como tema da redação a ‘manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet’.

Em entrevista ao jornalista José Luiz Datena nesta segunda-feira, Bolsonaro criticou uma questão da prova que tratava sobre linguagem utilizada por gays e travestis e disse que sua gestão no Ministério da Educação “não tratará de assuntos dessa forma”.

“Uma questão de prova que entra na dialética, na linguagem secreta de travesti, não tem nada a ver, não mede conhecimento nenhum. A não ser obrigar para que no futuro a garotada se interesse mais por esse assunto. Temos que fazer com que o Enem cobre conhecimentos úteis”, disse o capitão reformado.

Bolsonaro negou que pretenda acabar com o exame, mas disse que seu governo não vai “ficar divagando sobre questões menores”. “Ninguém quer acabar com o Enem, mas tem que cobrar ali o que realmente tem a ver com a história e cultura do Brasil, não com uma questão específica LGBT. Parece que há uma supervalorização de quem nasceu assim”, afirmou.

Em sua página no Twitter, o vereador carioca defendeu mudanças na avaliação. “Isso tem que mudar, para o bem do Brasil! O Enem continua petista”, escreveu Carlos Bolsonaro, ao compartilhar críticas do historiador e apresentador da Jovem Pan Marco Antônio Villa.

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), se beneficiou de disseminação em massa de notícias falsas contra o seu adversário, Fernando Haddad, na internet, especialmente por meio do Whatsapp, em que empresas apoiadoras de Bolsonaro pagaram pacotes de disparos em massa de mensagens.

CLICK POLÍTICA com informações de brasil247

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