Cantor sertanejo bolsonarista Eduardo Costa é suspeito de estelionato

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O cantor sertanejo Eduardo Costa comemorou loucamente a eleição de Jair Bolsonaro. Gravou um vídeo em sua casa passeando com um pau de selfie, vestindo uma camiseta com a efígie do ídolo (veja abaixo).

“Que luta, gente! Só Deus sabe o tanto de porrada que tomei por aí”, diz ele. “Deus abençoe o povo brasileiro, Deus abençoe Jair Bolsonaro”, continua, emocionado.

Eduardo é bolsominion raiz, com militância pesada nas redes sociais em favor do “mito” e contra a “corrupção”. Em agosto, saudou seus seguidores no Instagram: “Tarde meu povo… e aí, bão [sic]? #17”.

O G1 contou que o artista prestou depoimento em julho no Departamento Estadual de Investigação de Fraudes, em Belo Horizonte, num caso em que é suspeito de estelionato.

O inquérito investiga a venda de uma casa no balneário de Escarpas do Lago, em Capitólio, no Sul de Minas, avaliada entre R$ 6,5 milhões e R$ 7 milhões.

Novas testemunhas serão ouvidas no caso. Após depor à polícia, Eduardo Costa conversou com os jornalistas e negou qualquer tipo de crime.

Segundo a polícia, o sertanejo negociou o imóvel com um casal em troca de uma casa na Região da Pampulha, na capital mineira. A diferença de valores – a casa em Belo Horizonte vale R$ 9 milhões – seria paga com uma lancha, uma carro de luxo e uma moto aquática. O delegado afirma que o casal, ao tentar registrar o imóvel de Escarpas, de cerca de 4 mil metros quadrados, percebeu que ele era alvo de uma ação civil pública, em que o Ministério Público Federal (MPF) pedia a demolição parcial porque o terreno estaria em uma área de preservação permanente.

O sertanejo afirmou que não agiu com má-fé. Segundo Costa, o casal sabia que o terreno estava em área de preservação permanente, assim como ele também tinha conhecimento do fato quando adquiriu o imóvel. O artista afirmou, ainda, que toda a negociação foi feita com a presença dos advogados dele e também do casal. “A gente tomava café enquanto os advogados cuidavam do negócio”, afirmou.

As investigações começaram em outubro do ano passado e, de acordo com o delegado, estão em fase de finalização. O crime de estelionato qualificado por alienação onerosa de bens em litígio tem pena prevista de um a quatro anos de reclusão. (…)

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