Falta de articulação com Congresso vira problema para governo Bolsonaro

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Reportagem de Raphael Di Cunto no Valor Econômico informa que, empenhado em definir o formato do novo ministério e as primeiras medidas que serão adotadas a partir de 1º de janeiro, o governo de transição vive um vácuo de articulação política no Congresso Nacional e terá que lidar com uma série de propostas que exigirão um esforço fiscal maior no ano que vem, como aumento de salários – inclusive dos próprios parlamentares -, concessão de subsídios e prorrogação de desonerações.

De acordo com a publicação, partido do presidente eleito Jair Bolsonaro, o PSL saiu das urnas como uma das principais forças da próxima legislatura, mas, por enquanto, é apenas nanico, com oito deputados e nenhum senador. O partido não tem estrutura de liderança, com uma equipe técnica no Legislativo capaz de avaliar os projetos, nem força para barrá-los em plenário. Bolsonaro e o governo de transição sequer têm tentado negociar as propostas no Congresso. A primeira reunião do eleito com os presidentes da Câmara e Senado estava prevista para amanhã, mas foi cancelada. Na semana passada, embora o presidente eleito tenha pregado contra a concessão de subsídios durante a campanha e sua equipe econômica discordasse da medida provisória (MP) do Rota 2030, nova política de incentivos tributários para a indústria automotiva, Câmara e Senado votaram o texto sem contestações.

O Rota 2030 custará R$ 2,1 bilhões em renúncia de receita em 2019. O líder do PSL na Câmara, Eduardo Bolsonaro (SP), deixou de participar da reunião de líderes em que foi definida a votação dessa proposta para almoçar com seu pai e com o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele enviou de última hora para a reunião o deputado Marcelo Álvaro (PSL-MG), que disse não estava acompanhando.

CLICK POLÍTICA com informações de DCM

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