Boulos: cada vez que abre a boca Bolsonaro causa incidente internacional

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O ex-presidenciável do Psol e atual coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Guilherme Boulos, fez um alerta sobre a importância de profissionais cubanos no programa Mais Médicos, depois que o país caribenho anunciou o abandono do programa em protesto contra o presidente eleito Jair Bolsonaro. O futuro chefe do Executivo federal já havia dito, antes de ganhar a eleição, que expulsaria médicos cubanos do Brasil.

“Após declarações irresponsáveis de Bolsonaro, Cuba anunciou hoje o retorno dos médicos que atuam no Brasil. Cada vez que abre a boca, o presidente eleito causa um incidente internacional. Desta vez quem vai pagar o preço é o povo mais pobre que se beneficiou com o Mais Médicos”, disse Boulos no Twitter. “Desde o início do convênio, o Brasil chegou a ter 12 mil médicos cubanos no território nacional, atendendo até 48 milhões de pessoas nas regiões mais carentes. Quem depende do SUS sabe a diferença que é ter um médico de família. Não podemos aceitar este retrocesso”, acrescentou.

De acordo com texto divulgada pelo Ministério da Saúde de Cuba, Bolsonaro “com referências diretas, depreciativas e ameaçadoras à presença de nossos médicos, declarou e reiterou que modificará os termos e condições do Programa Mais Médicos, com desrespeito à Organização Pan-Americana da Saúde e ao acordo desta com Cuba, ao questionar a preparação de nossos médicos e condicionar sua permanência no programa à revalidação do título e como única forma de se contratar individualmente”.

“Nestes cinco anos de trabalho, cerca de 20 mil funcionários cubanos atenderam mais de 113 milhões de pacientes, em mais de 3.600 municípios, chegando a cobrir, com eles, um universo de até 60 milhões de brasileiros, na época em que constituíam 88% de todos os médicos participantes do programa. Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história”, diz o documento.

Após declarações irresponsáveis de Bolsonaro, Cuba anunciou hoje o retorno dos médicos que atuam no Brasil. Cada vez que abre a boca, o presidente eleito causa um incidente internacional. Desta vez quem vai pagar o preço é o povo mais pobre que se beneficiou com o Mais Médicos.

— Guilherme Boulos (@GuilhermeBoulos) November 14, 2018
Desde o início do convênio, o Brasil chegou a ter 12 mil médicos cubanos no território nacional, atendendo até 48 milhões de pessoas nas regiões mais carentes. Quem depende do SUS sabe a diferença que é ter um médico de família. Não podemos aceitar este retrocesso.

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