Quem adere a Bolsonaro se rebaixa, diz Fernando Brito

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Por Fernando Brito, editor do Tijolaço – “Vai ser alguém do Itamaraty. Pode ser gay, também”. A definição do presidente eleito Jair Bolsonaro sobre quem será o novo ministro das Relações Exteriores é a mais perfeita definição sobre o que é o novo governo, usando uma expressão antiga: “avacalhado”.

Patético que se possa fazer este tipo de “gracinha” (sem graça alguma) com quem será o chanceler da República, já levado hoje a fazer um “beija-mão” dos filhos do “homem”.

É algo para prestar-se atenção.

Bolsonaro vai indicando que não terá um governo de pessoas que considera capazes, solidárias, afinadas com o seu, digamos generosamente, pensamento.

Terá um governo de “elementos úteis”, enquanto o forem.

Quem entra para o governo Bolsonaro, mesmo antes de tomar posse, rebaixa-se.

Não está sendo posto lá para executar um programa, porque programa não existe, mas para cumprir a “tarefa” de produzir estardalhaço e, neste processo, é inevitável que volta e meia cometa trapalhadas.

Exceto com os militares, com Paulo Guedes e com Sérgio Moro, é difícil que com algum outro Bolsonaro tenha contemplação.

Não há como prever algum tipo de eficácia para este governo, nem mesmo sendo relativamente fácil ser minimamente eficaz sucedendo os inúteis do Governo Temer.

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