Le Monde: Brasil escolhe desconhecido para a chancelaria

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Le Mondé (tradução de Sylvie Giraud) – Ernesto Araújo é o oitavo nome do novo governo a ser revelado pelo presidente de extrema direita eleito.

O presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, anunciou nesta quarta-feira 14 de novembro, a nomeação para o Ministério das Relações Exteriores de Ernesto Araujo, diretor do departamento encarregado dos Estados Unidos no Itamaraty, sede da diplomacia brasileira.

Diplomata há vinte e nove anos, Araujo foi descrito pelo líder da extrema-direita, que assumirá em 1º de janeiro, como um “intelectual brilhante”. “A política externa deve fazer parte do processo de regeneração pelo qual está passando atualmente o Brasil”, disse Bolsonaro no Twitter.

No total, oito nomes do novo governo já foram revelados, incluindo três militares. Praticamente todos os principais ministérios, como o da economia, justiça, defesa e agricultura já foram alocados.

Em uma coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira em Brasília logo após o anúncio, Ernesto Araujo, ao lado do presidente eleito, prometeu colocar em prática “uma política eficaz” e “em função do interesse nacional”, para tornar o Brasil ” próspero e feliz “.

“Não haverá preferência, teremos excelentes relações com todos aqueles com quem pudermos construir parcerias benéficas para o povo brasileiro.”

Polêmica no final de setembro

Personalidade desconhecida no país, Ernesto Araujo, 51 anos, é atualmente o chefe do departamento encarregado dos Estados Unidos, Canadá e dos assuntos interamericanos do Itamaraty.

Ele suscitou uma intensa polêmica no final de setembro, em plena campanha eleitoral, tendo qualificado como “terrorista” o Partido dos Trabalhadores (PT, esquerda) de Fernando Haddad, adversário de Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais em 28 de outubro.

O diplomata respondia às críticas endereçadas ao candidato da extrema-direita, que o qualificavam de “fascista” por conta de sua admiração pela ditadura militar (1964-1985).

“Fascista é o nome que os comunistas dão a qualquer inimigo do regime de terror que o PT pretende introduzir no Brasil”, escreveu Araújo, antes de mudar o nome da sigla, apelidando o PT de “Partido Terrorista”.

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