Reinaldo Azevedo diz que novo Chanceler tem tudo para ser um desastre para o Brasil

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Em artigo, o jornalista Reinaldo Azevedo afirma que Olavo de Carvalho “emplacou um discípulo seu no Ministério das Relações Exteriores: Ernesto Araújo”, que guiará a pasta durante o governo de Bolsonaro.

Segundo aponta o jornalista, Araújo tem uma página pessoal: “Metapolítica 17”, que tem uma palavra de ordem gravada junto ao título: “Contra o globalismo”.

“Sou Ernesto Araújo. Tenho 28 anos de serviço público e sou também escritor. Quero ajudar o Brasil e o mundo a se libertarem da ideologia globalista. Globalismo é a globalização econômica que passou a ser pilotada pelo marxismo cultural. Essencialmente é um sistema anti-humano e anti-cristão. A fé em Cristo significa, hoje, lutar contra o globalismo, cujo objetivo último é romper a conexão entre Deus e o homem, tornado o homem escravo e Deus irrelevante. O projeto metapolítico significa, essencialmente, abrir-se para a presença de Deus na política e na história. Obrigado pela sua atenção a este blog”, diz Araújo em uma apresentação do seu blog.

A tese de que existe uma aliança entre a ideologia globalista — capitalista — e o marxismo cultural, que tem como consequência a destruição das culturas nacionais e dos valores tradicionais é hoje a essência da pregação de Carvalho em livros nas redes sociais.

‘Aluno formal ou não, Araújo mostra-se um bom aprendiz. Esse é o homem que, segundo Jair Bolsonaro, vai tirar o viés ideológico do Itaramaraty. A coisa tem lá a sua graça, mas é assim. Vamos ver o que isso que vai acima vai significar na prática no comércio com a China — afinal, um país globalista, suponho —, com a União Europeia, não menos, ou com o Mercosul. No ano passado, o Brasil obteve um superávit na balança comercial de US$ 67 bilhões. Desse total, US$ 20 bilhões se deveram às relações comerciais com os chineses, que hoje travam uma batalha por mercados e influência com os EUA”, aponta Azevedo.

O jornalista também analisa a admiração do futuro chanceler com Donald Trump. “O presidente dos EUA encarna a salvação de um Ocidente que, segundo o autor, está menos ameaçado pelo terrorismo do que pela perda de seus valores, pela distância de Deus — sim, Deus, Eles mesmo — e pela burocracia dos Estados, que drenaria, sei lá, a energia vital dos cidadãos. Duvido que algum trumpista fanático tenha enxergado tais virtudes no homem. Mas Araújo viu”.

“Se o Itamaraty continuar a fazer o seu trabalho, independentemente do que pense o chanceler, ok. Ele que escreva seus artigos. Se resolver pôr em prática suas ideias, não há risco de dar certo”, conclui.

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