MAIS ESCÂNDALOS: Tereza Cristina recebeu doação de mandante de morte de líder indígena

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A deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS), futura ministra da Agricultura do governo de Jair Bolsonaro (PSL), recebeu doação de campanha do fazendeiro Jacintho Honório da Silva Filho, acusado de ser o mandante do assassinato do líder indígena da etnia Guarani-Caiová Marcos Veron, em 2014. O cheque, no valor de R$ 30 mil, foi registrado junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) em setembro de 2014, quando ela disputava uma vaga na Cmara federal pelo PSB.

Na época em que fez a doação, Honório já era réu pelo crime cometido em 2003. Veron era uma das principais lideranças Guarani-Caiová e lutava pela demarcação de terras indígenas no mato Grosso do Sul. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o fazendeiro, que responde pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tentativa de homicídio qualificado, tortura, sequestro, dano qualificado e formação de quadrilha, foi o mandante do crime. Até hoje, ele não foi julgado.

O crime aconteceu em medos de janeiro de 2003, no município de Juti, após pistoleiros atacarem um acampamento que havia sido montado pelos indígenas na área da fazenda de Honório, que era reivindicada pelo Guarani-Caiovás. Veron, juntamente com outras seis pessoas, foi levado do local em uma caminhonete, onde foi torturado incluindo sua filha, grávida de sete meses. Veron morreu em decorrência de um traumatismo craniano provocado pelo espancamento.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, Tereza Cristina disse que é “amiga de longa data” da família de Jacintho Onório e que a doação eleitoral feita por ele à sua campanha “é garantida pela legislação vigente”. “Cabe esclarecer ainda que não há condenação. O fato de ser réu não quer dizer que tenha cometido qualquer crime”, completou.

Em 2015, a futura ministra também e viu envolvida em um outro ataque promovido por fazendeiros contra indígenas. Na ocasião, ela e outros dois parlamentares participaram de uma reunião no Sindicato Rural do município de Antônio João. Pouco depois um comboio armado partiu em direção a um acampamento Guarani-Caiová, instalado em uma área reivindicada por ele, e abriu fogo.na confusão, o cacique Simião Vilhalva fo morto com um tiro na cabeça.

Tereza disse que sua posição no episódio foi de ficar no local e esperar a chegada de membros da chegada da Força Nacional, da PM e do MPF “para que fizessem a intermediação com os índios”.

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