É CONFUSÃO: Aliada de Moro acusa defesa de Lula e Zanin rebate; CONFIRA!

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No despacho em que analisou os últimos pedidos das partes no processo do sítio de Atibaia (SP), publicado nesta quarta (21), a juíza federal Gabriela Hardt, substituta de Moro nos processos relacionados à Lava Jato, disse que a defesa de Lula tenta “tumultuar” o processo, relata reportagem do UOL. Os advogados do ex-presidente pediram “acesso absoluto” a interceptações telefônicas que tiveram Youssef como um dos alvos.

No depoimento que prestou à juíza no dia 14 de novembro, o ex-presidente disse que o ex-magistrado Sergio Moro seria amigo do doleiro Alberto Youssef, o que gerou críticas da magistrada, que endureceu a fala contra Lula e tentou encerrar a discussão sobre o assunto.

Em nota, o advogado Cristiano Zanin Martins ressalta que “a ausência de imparcialidade” do ex-juiz, “longe de ser tema superado ou de menor relevância, ainda será objeto de análise inclusive pelo Comitê de Direitos Humanos da ONU”. Leia a íntegra:

A AUSÊNCIA DE IMPARCIALIDADE DO JUIZ SÉRGIO MORO ESTÁ LONGE DE SER TEMA SUPERADO INCLUSIVE PELA ONU

“A ausência de imparcialidade do juiz Sérgio Moro em relação ao ex-presidente Lula, longe de ser tema superado ou de menor relevância, ainda será objeto de análise inclusive pelo Comitê de Direitos Humanos da ONU. Há, portanto, interesse e direito do ex-presidente e de sua defesa técnica de obter elementos que estão em sigilo e que possam reforçar que Lula é vítima de uma indevida perseguição política por meio de processos judiciais. Durante o interrogatório de Lula, quando a lei garante ao ex-presidente a realização de sua autodefesa, ele rebateu a hipótese acusatória de que teria ciência de atos ilícitos ocorridos na Petrobras mostrando, dentre outras coisas, que o Sr. Alberto Youssef, peça-chave da Lava Jato, era monitorado há muitos anos pela Justiça, que poderia ter ciência e ter agido para paralisar os desvios. Negar a Lula acesso aos documentos relativos ao monitoramento de Youssef e antecipar juízo de valor sobre as teses defensivas apresentadas pelo ex-presidente sinaliza que ele permanece não tendo direito a um processo justo”.

Cristiano Zanin Martins

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