Haddad ironiza bloco de esquerda sem PT: “não é tão esquerda assim”

O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, ironizou, durante encontro com as bancadas do PT da Câmara e do Senado, nesta quarta (21), em Brasília, a tentativa de criação de um bloco de oposição a Bolsonaro sem a participação de seu partido.

“Frente de esquerda sem o PT ou é miopia ou uma esquerda que não é tão esquerda assim”, disse.

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De acordo com nota do final de outubro, o PDT de Ciro Gomes vai tentar rachar a esquerda e isolar o PT. A sigla quer formar uma frente com PSB, PSOL e PC do B, mas sem os petistas.

Uma ala do PCdoB, segundo o Painel, da Folha, diz que o pedetista está mais alinhado à realidade do que o PT, que seguiria atrelado ao discurso “Lula livre”.

“O presidente é fake, mas precisamos de uma oposição de verdade. Isso não se dará se a esquerda seguir a lógica do hegemonismo. Erramos ao não construir uma frente antes e erraremos se não conseguirmos nos juntar agora”, afirmou o deputado Orlando Silva (SP), líder do PCdoB na Câmara, em entrevista ao UOL, no final de outubro.

Silva negou que a iniciativa seja contra o PT, mas repetiu que um partido não pode querer se sobrepor ao outro nesse processo, porque isso seria o primeiro passo para a fragmentação da “resistência” ao governo Bolsonaro. “Espero que o PT e o PSOL se somem a nós, porque daqui para a frente os dias serão muito difíceis”, previu.

PDT, PSB e PCdoB juntos têm 69 deputados. O PT tem 56.

CLICK POLÍTICA com informações de Revista Fórum

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