Indefinição e críticas a Onyx Lorenzoni no governo marcam primeira reunião do PSL depois das eleições

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De Ana Luiza De Carvalho no site Congresso em Foco.

A primeira reunião da bancada eleita do PSL para o Congresso, realizada nesta quarta-feira (21) em Brasília, terminou sem indicação de nomes para as presidências da Câmara e do Senado. Cerca de 35 parlamentares do partido do presidente eleito Jair Bolsonaro se reuniram por três horas em um hotel da capital federal. Bolsonaro compareceu rapidamente ao encontro, mas entrou pela garagem da hospedaria e não falou com a imprensa.

Também a inacessibilidade de Onyx Lorenzoni (DEM-RS), futuro ministro-chefe da Casa Civil, foi comentada pelos parlamentares presentes como o ponto de maior conflito na bancada. “O Major Olímpio [PSL-SP], eleito com nove milhões de votos, ligou pra ele mais de vinte vezes e não conseguiu falar”, afirmou um dos deputados.

Após a reunião, a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) confirmou o mal estar. “Os parlamentares apresentaram um certo desconforto, dizendo que não estavam sendo atendidos pelo governo”, disse.

De acordo com ela, os insatisfeitos citaram Onyx explicitamente. A sugestão apresentada, conta, foi de levar uma comitiva ao encontro do futuro ministro-chefe da Casa Civil, o que teria sido aceito de imediato por ele. “O que está havendo ali é um desencontro de informações. […] O Onyx está vivendo uma sucursal do inferno de agenda, dormindo duas horas por noite”, finaliza.

Hasselmann afirmou ainda que Bolsonaro está ciente das reclamações e que, durante a reunião, o presidente eleito alegou que as indicações foram técnicas e seria apenas coincidência a presença forte do Democratas. Além de Onyx, Bolsonaro já anunciou outros dois nomes do Democratas para ocupar ministérios: Tereza Cristina, para a pasta da Agricultura, e Luiz Henrique Mandetta para a Saúde.

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