Novo general de Toffoli fez campanha por Bolsonaro

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O general Ajax Porto Pinheiro, que foi indicado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, para sua assessoria, fez campanha para o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Em um vídeo gravado para o segundo turno, ele afirmou que “os militares seriam as maiores vítimas” caso o PT voltasse ao poder. “Não tenham dúvida, se voltarem ao poder eles farão, tentarão fazer, a sua ideologia fez, em alguns países, por exemplo, como a Venezuela, onde o Exército venezuelano é completamente dominado pelo poder político”, diz Pinheiro no vídeo que circula nas redes sociais.

Pinheiro foi indicado para o cargo pelo comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, após o atual assessor especial de Toffoli, general Fernando Azevedo e Silva ter sido indicado por Bolsonaro para assumir o Ministério da Defesa. O cargo de assessor militar nunca existiu no STF.

No vídeo, Pinheiro faz menção à fala do general Hamilton Mourão (PRTB), vice na chapa de Bolsonaro, que durante campanha falou de “coisas que só existem no Brasil”. “A jabuticaba é uma delas”, destaca o militar. “A outra é um partido cujo candidato a presidente é orientado, dominado e controlado por um presidiário. Então um dos candidatos a presidente recebe ordens do presídio”, afirma. A declaração é uma referência ao fato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que é mantido como preso político em Curitiba, pertencer ao mesmo partido do então candidato do PT à Presidência da República Fernando Haddad.

“Outra coisa que só tem no Brasil, além da jabuticaba e de um presidiário controlando um candidato a presidente no segundo turno, é a existência de um ser que está extinto no mundo evoluído, que é comunista”, diz endossando um dos pontos do discurso de campanha de Bolsonaro sobre a suposta “ameaça comunista” representada pela esquerda. Para Pinheiro, o súbito crescimento de Bolsonaro na reta final da campanha eleitoral se deve ao fato de que até o final do primeiro turno os institutos de pesquisa estavam “represando” informações para “tentar influenciar” o eleitor indeciso.

Pinheiro afirma ainda no vídeo que o movimento “Ele Não” foi um “balão de ensaio” contra a candidatura de Bolsonaro que “não deu certo”. Ao final do vídeo, ele sugere que – como Haddad havia dito que estava disposto a debater com Bolsonaro até mesmo na enfermaria, após ele ter sido esfaqueado durante um ato de campanha em Minas Gerais – ele também “recebesse o mesmo tratamento dado pelo ‘estripador’, para que, na enfermaria, debatessem em “igualdade de condições.

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