Pezão tinha esquema próprio de corrupção e recebeu R$ 39 milhões, diz PGR

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Preso nesta quinta-feira (29) em operação no âmbito da Operação Lava Jato, o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (MDB), operou esquema próprio de corrupção e recebeu mais de R$ 39,1 milhões (em valores atualizados) entre 2007 e 2015, segundo a PGR (Procuradoria-Geral da República).

O pedido de prisão partiu da procuradora-geral da República, Raquel Dodge. O UOL ainda não conseguiu contato com a defesa do governador. Em citações anteriores, ele sempre negou as acusações.

“Ficou demonstrado que, apesar de ter sido homem de confiança de Sérgio Cabral [ex-governador preso desde 2016] e assumido papel fundamental naquela organização criminosa, inclusive sucedendo-o na sua liderança, Luiz Fernando Pezão operou esquema de corrupção próprio, com seus próprios operadores financeiros”, diz Dodge.

Os registros documentais apontam pagamento em espécie a Pezão de mais de R$ 25 milhões no período 2007 e 2015. Em valores atualizados, o montante equivale a pouco mais de R$ 39,1 milhões, incompatível com o patrimônio declarado à Receita Federal, diz a PGR, que pediu o sequestro deste valor.

De acordo com as investigações, Pezão integrava a operação da organização criminosa de Cabral e o sucedeu na liderança do esquema. A PGR diz que foram analisadas provas documentais como dados bancários, telefônicos e fiscais.

“Cabia a Pezão dar suporte político aos demais membros da organização que estão abaixo dele na estrutura do poder público e, para tanto, recebeu valores vultosos, desviados dos cofres públicos e que foram objeto de posterior lavagem”, disse a PGR ao descrever o papel do governador no grupo.

O Ministério Público Federal afirmou que, solto, Pezão poderia dificultar a recuperação dos valores, além de dissipar o patrimônio adquirido em decorrência da prática criminosa.

CLICK POLÍTICA com informações de UOL

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