Prisão de Pezão foi necessária pois crimes estavam em curso, diz Dodge

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Dodge concedeu entrevista coletiva a jornalistas na manhã desta quinta-feira. A procuradora disse não poderia dar detalhes sobre as suspeitas pois o processo está sob sigilo judicial.

Para a procuradora, a prisão dos investigados é importante para facilitar a recuperação aos cofres públicos dos valores desviados.

“O dinheiro desviado por atos de corrupção e escondido por atos de lavagem de dinheiro precisa retornar aos cofres públicos, porque esse é um dinheiro oriundo de impostos cobrados da população. E é por essa razão que crimes dessa natureza são extremamente graves”, disse Dodge.

A procuradora afirmou ainda que há indícios de que Pezão teria assumido a liderança do esquema de corrupção no governo do Rio, originado ainda na gestão de Sérgio Cabral (MDB), ex-governador que comandou o estado de 2007 a 2014. Cabral está preso desde 2016.

“Há indícios de que Pezão recebeu propina após assumir”
Segundo o procurador regional da República Leonardo de Freitas, as investigações reuniram indícios de que Pezão continuou a receber propina de empresas investigadas no esquema após assumir o governo do estado, em 2014.

“É possível dizer que a gente tem elementos que [mostram que] os pagamentos continuavam mesmo após o senhor Luiz Fernando Pezão ter assumido o governo do Estado do Rio de Janeiro”, afirmou na entrevista.

De acordo com Freitas, depoimentos de delatores na investigação apontam que a propina recebida por Pezão teria principalmente duas fontes, uma “mesada” recebida quando ele ainda era vice-governador de Cabral e pagamentos ilícitos de empresas de transporte público

CLICK POLÍTICA com informações de UOL

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