TRF-2 mantém condenações de Cabral e mulher, mas altera as penas

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A 1ª Turma Especializada do TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região) decidiu nesta terça-feira (4) manter as condenações dadas em primeira instância ao ex-governador do Rio Sérgio Cabral e sua mulher Adriana Anselmo por crimes investigados na operação Calicute, de 2016. Porém, após divergências entre os três desembargadores, houve mudança nas penas. A do político foi aumentada, e a da ex-primeira-dama, reduzida.

No processo julgado nesta terça, a pena inicial de Cabral por corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa era de 45 anos e dois meses de prisão.

O relator do caso, Abel Gomes, defendeu a elevação da pena inicial em 11 meses. Já o revisor, desembargador Paulo Espírito Santo, sugeriu a elevação para 59 anos e um mês de prisão. Por fim, o presidente da turma, Ivan Athié, votou por manter a pena original. A pena final decretada foi de 45 anos e 9 meses de prisão, um acréscimo de 7 meses.

Esta é a primeira vez que Cabral é julgado em segunda instância por crimes apurados na Operação Lava Jato do Rio – ele já foi condenado pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), que julga casos da Lava Jato de Curitiba. O ex-governador foi condenado oito vezes na primeira instância. A condenação mais recente ocorreu na segunda-feira (3), quando ele pegou mais 14 anos e 11 meses de prisão. Ao todo, suas penas somam agora 198 anos e 6 meses de prisão, número atualizado pela sentença de hoje.

Os desembargadores também divergiram sobre a pena de Adriana Anselmo, condenada em primeira instância a 18 anos e três meses de prisão.

Abel Gomes votou por aumentar a pena para 21 anos e nove meses, Espírito Santo votou para reduzir para 12 anos e 11 meses de prisão e Athié estipulou 12 anos e 2 meses de prisão. No final, Adriana foi sentenciada a 12 anos e 11 meses de prisão, uma redução de quase 6 anos.

CLICK POLÍTICA com informações de UOL

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