INCOERÊNCIA: Alinhado com Bolsonaro e acusado de ameaça de golpe, Villas Bôas diz que Exército não tem partido

0

O comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, disse que é “absolutamente proibido fazer proselitismo político” nas fileiras das Forças Armadas e que elas estão “extremamente disciplinadas” e coesas. Os militares, no entanto, pressionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) para impedir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de participar da disputa eleitoral.

A declaração de Villas Bôas veio após ele ser questionado pelo jornal Folha de S.Paulo se o início do governo Jair Bolsonaro, com a presença de militares no primeiro escalão, causa preocupação quanto à disciplina e à hierarquia nas tropas.

“Essa sua pergunta é pertinente porque estamos vivendo uma situação inédita, com grande participação de militares. Mas isso não significa a volta dos militares ao poder e tampouco a volta do Exército ao poder. A nossa atividade dentro dos quartéis é essencialmente de caráter militar e profissional. Absolutamente é proibido fazer proselitismo, qualquer tipo de proselitismo político, para A ou para B. E há um amadurecimento profissional muito grande. Às vezes as pessoas não entendem que nós vivemos outros tempos completamente diferentes. Então eu posso afirmar, garantir, que agora sob o comando do general Pujol, isso vai se manter. São instituições apolíticas, de Estado e devem servir à nação”.

Villas Bôas será substituído no próximo dia 11 pelo general Edson LealPujol, obedecendo ao rodízio normal dos comandantes das três Forças que ocorre a cada início de mandato presidencial.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.