PF já rastreia pagamentos de R$ 23 mi da JBS a empresas de Kassab

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A Polícia Federal rastreou pagamentos de R$ 23,1 milhões da JBS a duas empresas do ex-ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações Gilberto Kassab. Os valores constam do relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) no âmbito do inquérito que investiga repasses de R$ 58 milhões pelos irmãos Wesley e Joesley Batista, sócios da empresa, a Kassab e ao seu partido, o PSD. A PF diz no documento ver indícios de lavagem de dinheiro. As informações foram publicadas no Blog do Fausto Macedo.

Kassab foi nomeado secretário-chefe da Casa Civil pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), mas se licenciou do cargo nesta sexta-feira (4) para se dedicar à defesa das acusações.

Em acordo de delação premiada, o empresário Wesley Batista afirmou que o pessedista recebeu uma mesada de R$ 350 mil da empresa entre 2010 e 2016, totalizando R$ 30 milhões, “em troca de eventual influência política futura em demandas de interesse da JBS”.

O executivo Ricardo Saud afirmou que a empresa repassou outros R$ 28 milhões ao PSD pela compra de apoio político acertada com o PT.

Segundo Wesley, os pagamentos a Kassab foram feitos de forma dissimulada através de notas fiscais falsas emitidas pela empresa Yape Assessoria e Consultoria Ltda., da qual o pessedista foi sócio até 2014 e foi administrada por seus irmãos até janeiro de 2017, quando foi dissolvida.

Com a delação da JBS, o Coaf identificou transações financeiras suspeitas envolvendo a Yape Assessoria e a Yape Transportes, Comércio e Participações Ltda., outra empresa da família Kassab.

Veja a nota da defesa de Kassab:

“Gilberto Kassab reafirma que as empresas prestaram os serviços, a preços de mercado, que estão documentados de forma robusta e consistente, em relação comercial iniciada em 2006 ainda com empresa que foi posteriormente adquirida pela JBS. Tais informações já foram apresentadas à investigação. Kassab reitera sua confiança na Justiça brasileira, no Ministério Público e na imprensa, e entende que quem está na vida pública deve estar sujeito à especial atenção do Judiciário. Reforça estar à disposição para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários e ressalta, mais uma vez, que todos os seus atos seguiram a legislação e foram pautados pelo interesse público”.

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