BOLSONARO CITA CORRUPÇÃO NO BNDES, MAS NÃO EXPLICA MOVIMENTAÇÕES DE QUEIROZ

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Reuters – O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (7), em mensagem no Twitter, que sua equipe está levantando informações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de outros órgãos do governo e irá divulgá-las, e que alguns contratos já foram desfeitos. Apesar do tom de combate à corrupção usado frente à presidência, Bolsonaro ainda não explicou as movimentações financeiras escusas do ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz registradas pelo Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Até agora, o único pronunciamento de Bolsonaro sobre o assunto é que “Queiroz responde pelos seus atos” e que “não tem nada a ver com essa história”.

“Não só a caixa-preta do BNDES, mas de outros órgãos estão sendo levantadas e as informações serão tornadas públicas”, disse, no Twitter, sem dar maiores detalhes.

“Muitos contratos foram desfeitos e serão expostos, como o de 44 milhões de reais para criar criptomoeda indígena que foi barrado pela ministra Damares e outros”, afirmou Bolsonaro, citando a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves.

Entenda o caso

De acordo com informações do Coaf repassadas ao Ministério Público, Queiroz, ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), movimentou R$ 1,2 milhão no período de um ano em sua conta bancária – entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, o que foi considerada movimentação atípica. Uma das transações na conta de Queiroz citadas no relatório do Coaf é um cheque de R$ 24 mil destinado à primeira-dama Michelle Bolsonaro.

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