ESCÂNDALO ENVOLVE PRESIDENTE DO STF: Ex-presidente da OAS diz que pagou propina a irmão de Toffoli

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Léo Pinheiro assinou acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República em janeiro deste ano. O documento agora precisa ser homologado pelo ministro Edson Fachin, responsável pela Lava Jato no Supremo Tribunal Federal.

O empreiteiro disse aos procuradores que em 2011 conheceu Ticiano Toffoli num jantar, em Brasília, junto com o então presidente do DAEM (Departamento de Água e Esgoto de Marília), Antonio Carlos Guilherme de Souza Vieira, conhecido como Sojinha.

Mais tarde, segundo ele, os dois lhe contaram sobre uma obra parada no setor de saneamento e que eles queriam que fosse assumida pela empreiteira baiana.

Léo Pinheiro afirmou que dias após este primeiro contato, no segundo semestre de 2011, foi procurado por Sojinha, que relatou a existência de um recurso em Marília devido à rescisão de um contrato com a construtora Passarelli.

“Antonio Carlos Soja relatou que estava com receio de perder o recurso, caso não fosse utilizado para prosseguimento da obra do esgotamento sanitário. Em face disso, respondi que a OAS iria realizar um estudo para analisar a viabilidade econômica da retomada da mencionada obra e que, em seguida, a empresa lhe daria um posicionamento”, disse o empreiteiro, conforme trecho da delação.

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