Acordo de democratas e republicanos deve evitar nova paralisação do governo Trump

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O governo brasileiro vai participar de um encontro sobre Oriente Médio que está gerando bastante polêmica e será realizado na Polônia com a organização dos EUA nos próximos dias 13 e 14.

A reunião ocorre às margens da ONU e o Irã não está convidado. Ocorre em um momento de elevação da tensão entre Irã e Israel no Oriente Médio. A participação do chanceler brasileiro Ernesto Araújo se dá na vertente de um alinhamento cada vez maior à política externa dos EUA.

– Democratas e republicanos parecem ter chegado a um acordo sobre as medidas a serem tomadas na fronteira sul e que evitará uma nova paralisação do governo. A oposição a Trump aceitou liberar US$ 1.375 bilhão para a confecção de cercas e outras medidas de proteção na fronteira. O valor está bem abaixo dos quase 6 bilhões solicitados por Trump.

– Evento anual, a Conferência de Segurança de Munique em sua 55ª edição (2019) receberá 40 chefes de Estado, como nunca antes. Conhecida como a “Davos da política de segurança”, a conferência será entre os dias 14 e 15 de fevereiro e deverá tratar do fim do INF (tratado de armas nucleares de médio alcance entre Rússia e EUA), Brexit, Síria, Irã, Venezuela e outros temas da agenda imperialista de segurança. A conferência surgiu em 1963 entre membros da Otan para discutir temas da Guerra Fria.

– Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais da FGV em São Paulo, disse em artigo no El País de ontem (11): “a queda de braço entre Hamilton Mourão e os antiglobalistas deverá marcar a estratégia do governo Bolsonaro. Resta saber se Mourão sairá vitorioso e conseguirá salvar a política externa brasileira dos próximos anos”.

– O governo brasileiro reconheceu ontem (11) a representante do autoproclamado governo interino da Venezuela.

A “embaixadora”, María Teresa Belandria, inaugurou sua ação desde o Brasil buscando a instalação de um centro de distribuição de “ajuda humanitária” para venezuelanos em Roraima, na fronteira entre Brasil e Venezuela.

Por óbvio, a “embaixadora” não poderá despachar do prédio oficial da Embaixada da Venezuela no Brasil, localizada em Brasília, pois ali se encontram os legítimos representantes diplomáticos do governo venezuelano de Nicolás Maduro.

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