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‘Coletes amarelos’ protestam pelas ruas da França pelo 16º sábado seguido

por Portal Click Política




Março é considerado o mês crucial para o movimento. Eles reivindicam melhorias do poder aquisitivo da população e políticas públicas para construir instituições mais representativas. Coletes amarelos franceses protestam pelo 16º fim de semana em Paris
Kamil Zihnioglu
Os “coletes amarelos”, que protagonizam manifestações desde meados de novembro na França, voltaram a protestar neste sábado (2), abrindo um “grande mês” de mobilização para marcar o fim do “grande debate” lançado pelo presidente Emmanuel Macron em resposta ao seu movimento.
Como o movimento dos ‘coletes amarelos’ juntou direita e esquerda contra Macron na França
Em Paris, centenas de pessoas se reuniram no Arco do Triunfo e saíram em passeata por 12 quilômetros sob forte vigilância policial. Para esta manifestação, as autoridades de Paris liberaram uma rota designada para os grupos que foram às ruas manifestar contra o governo. A extensão começa no Arco do Triunfo e termina na Denfert-Rochereau, localizado no sul da cidade.
Após 3 meses, 56% querem que ‘coletes amarelos’ parem; ato 14 acontece neste sábado
Também estão previstas marchas em outras partes do país, na parte da tarde, em cidades como Marselha, Montpellier, Toulouse e Arles (sul), em Estrasburgo (nordeste), Nantes (oeste) e Bordeaux (sudoeste).
Os ‘coletes amarelos’ estão mobilizados contra as políticas econômicas do governo que consideram favoráveis ​​aos ricos
Kamil Zihnioglu/AP
No norte, os organizadores convocaram os “coletes amarelos” da região e de países vizinhos (Bélgica, Reino Unido, Luxemburgo, Holanda, Alemanha) para “convergir” para Lille. “A luta é internacional”, afirmava a mensagem do evento no Facebook, traduzida para o inglês e o alemão.
Crise dos ‘coletes amarelos’: as fases de protesto inédito na França
Em Paris, a multidão era menos numerosa do que a de outros sábados, admitiram vários manifestantes, que apostam no protesto de 16 de março, apresentado como um dia chave para o movimento.
Manifestantes marcham perto da Torre Eiffel em Paris, na França
Kamil Zihnioglu/AP
O dia 16 de março coincide com o fim do grande debate nacional lançado em 15 de janeiro pelo chefe do Estado francês.
Macron, muito criticado pelos “coletes amarelas” que pedem a sua demissão, organizou uma consulta nacional sem precedentes de dois meses, para tentar responder à ira dos manifestantes, reunindo as preocupações dos franceses.
O debate, que resultou em 10 mil reuniões na França e mais de um milhão de contribuições pela Internet, foi chamado de “farsa” e de “campanha de comunicação” por numerosos “coletes amarelos”.
“O dia 16 será decisivo”, disse Raymond, técnico de manutenção de 55 anos, que desde 17 de novembro vai a Paris todos os sábados para se manifestar.
Embora Macron tenha afirmado na sexta-feira que “um bom número de franceses” já não “compreendia esse movimento”, Cathérine, aposentada, considera que a mobilização não perdeu força.
Muitos franceses “são ‘coletes amarelos’ internamente, e não precisam estar fisicamente presentes”, argumentou.
O atípico movimento de protesto, apolítico e à margem dos sindicatos, surgiu contra o aumento do preço dos combustíveis e para exigir maior poder aquisitivo, mas com o tempo ampliou suas reivindicações.
Em 17 de novembro, 282 mil manifestantes participaram do primeiro ato do movimento, nascido nas redes sociais.
No último sábado, 46 mil o fizeram, dos quais 5.800 em Paris, segundo as autoridades, números que os manifestantes frequentemente questionam.
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