Protestos na Argélia contra o presidente termina com centenas de policiais feridos




Manifestantes são contra que o presidente argelino, Abdelaziz Bouteflika, tome posse em mais um mandato. Manifestantes contra presidente da Argélia enfrentam policiais
Ryad Kramdi/AFP
Confrontos entre manifestantes e policiais nas ruas de Argel, capital da Argélia, terminaram com 195 detidos e 112 policiais feridos nesta sexta-feira (8). Foi mais uma manifestação contra um quinto mandato para o presidente argelino Abdelaziz Bouteflika.
Mulheres protestam contra presidente da Argélia
Ryad Kramdi/AFP
Milhares de pessoas protestaram pacificamente durante horas, em um ambiente festivo, no terceiro dia de manifestações pelas ruas de Argel. Porém, com a chegada da noite, grupos de jovens passaram a enfrentar a polícia na tentativa de chegar à sede da presidência da República, constatou a agência France Presse.
Entenda a revolta contra o presidente da Argélia
“Um grande número de delinquentes se mobilizou com o objetivo de cometer saques e vandalismo”, explicou a Direção Geral da Segurança Nacional (DGSN), que supervisiona os trabalhos da polícia argelina.
Protestos nas ruas de Argel, na Argélia, contra o presidente
AFP
“A intervenção dos serviços da polícia permitiu a detenção de 195 indivíduos”, acrescentou a DGSN, que contou 112 agentes feridos nos confrontos.
Quem é Bouteflika?
Abdelaziz Bouteflika em foto tirada em abril de 2013. Presidente argelino teria sido internado após sofrer derrame celebral
Louafi Larbi/Reuters
Bouteflika, de 82 anos, está com a saúde debilitada desde 2013 devido a um acidente vascular cerebral. Desde janeiro, ele é alvo dos maiores protestos organizados na Argélia nos últimos 20 anos, segundo a France Presse.
A mobilização começou em janeiro, depois que parentes de Bouteflika anunciaram sua intenção de buscar um quinto mandato. Um protesto em 22 janeiro em Argel foi o maior registrado em décadas no país.
A candidatura de Bouteflika foi formalmente registrada no domingo perante o Conselho Constitucional.
No entanto, em uma tentativa de acalmar a tensão no país, Bouteflika garantiu que vai convocar novas eleições antes do final do seu quinto eventual mandato, depois de fazer aprovar um pacote de reformas.
Essas propostas não acalmaram a população, apesar do governo afirmar que elas respondiam “totalmente” às reivindicações dos manifestantes.

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