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Autor de massacre no Museu Judaico de Bruxelas é condenado à prisão perpétua

por Portal Click Política




Francês Mehdi Nemmouche matou quatro pessoas em 2014, naquele que foi considerado o primeiro ataque realizado na Europa por um combatente jihadista de volta da Síria. Cúmplice acusado de facilitar acesso a armas recebeu pena de 15 anos de prisão. Desenho feito no tribunal em 10 de janeiro de Mehdi Nemmouche, acusado de ataque terrorista ao Museu Judaico em Bruxelas em 2014
Benoit Peyrucq/AFP
A Justiça belga condenou à prisão perpétua o francês Mehdi Nemmouche pelo massacre de quatro pessoas no Museu Judaico de Bruxelas em 2014, o primeiro realizado na Europa por um combatente jihadista de volta da Síria, anunciou na madrugada de terça-feira (12, horário local).
A presidente do tribunal de Bruxelas que o julgou anunciou também uma pena de 15 anos para Nacer Bendrer, a quem um júri popular tinha declarado culpado de facilitar o acesso às armas com as quais Nemmouche praticou o múltiplo homicídio.
De acordo com a sentença, levou-se em consideração a “absoluta ausência de arrependimento com as vítimas”.
Também destacou o “antissemitismo marcado” de Nemmouche, assim como a “periculosidade” de um homem “egocêntrico e narcisista”.
Membros de força especial da polícia vigiam tribunal em Bruxelas onde acontece o julgamento de Mehdi Nemmouche, acusado de ataque terrorista ao Museu Judaico em Bruxelas em 2014, no dia 7 de março
John Thys/AFP
Durante a acusação, o representante do Ministério Público, Yves Moreau, pediu a prisão perpétua e qualificou Nemmouche como um “psicopata” e “covarde”.
“O que lhes pedimos, sem duvidar, é que condenem Mehdi Nemmouche à prisão perpétua”, expressou.
Nemmouche tinha sido declarado culpado na sexta-feira pelo massacre de 2014.
O júri popular, juntamente com três magistrados, rejeitou as teses da defesa segundo as quais este criminoso reincidente de 33 anos, que nega os fatos, teria caído em uma armadilha de supostos agentes libaneses ou iranianos.
“A vida continua”, limitou-se a dizer Nemmouche em suas últimas palavras, antes de o tribunal começar a deliberar sobre a pena.

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