Procurador Robert Mueller encerra investigação sobre suposta interferência russa na eleição vencida por Trump




Levantamento não foi tornado público. Procurador-geral pode informar principais conclusões ao Congresso americano já neste fim de semana. Trump nega conluio com Moscou. Robert Mueller, conselheiro jurídico especial encarregado de investigar o caso “Russiagate”
Reuters
O Departamento de Justiça dos EUA anunciou nesta sexta-feira (22) que o procurador especial Robert Mueller concluiu sua investigação sobre a suposta interferência russa na eleição presidencial de 2016 e apresentou o relatório de suas descobertas ao procurador-geral William Barr. Agora, Barr e sua equipe começarão o processo de revisar o relatório e criar um documento resumido que será enviado ao Congresso — e, talvez, divulgado publicamente.
Em uma carta de uma página enviada aos líderes do Congresso, Barr disse que pode apresentar aos deputados e senadores as “principais conclusões” de Mueller talvez já neste fim de semana. A Casa Branca disse que não foi informada sobre o relatório de Mueller.
A investigação de quase dois anos de Mueller pode ajudar a fomentar o debate no Congresso sobre um possível processo de impeachment de Trump.
Mueller investigava desde maio de 2017 se a campanha do atual presidente conspirou com Moscou, e se o presidente tentou ilicitamente obstruir a investigação. Trump nega envolvimento e qualquer tentativa de obstrução. A Rússia nega interferência eleitoral.
Presidente dos EUA, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branco
Jonathan Ernst/Reuters
Os regulamentos do Departamento de Justiça que regem a nomeação de procuradores especiais dão a Barr o poder de decisão sobre quanto do relatório deve ser tornado público. Essas regras exigem que ele notifique os principais democratas e republicanos nos comitês judiciários da Câmara e do Senado depois que Mueller concluir sua investigação.
As normas não exigem a divulgação do relatório, mas também não impedem explicitamente que Barr entregue o documento na íntegra ao Congresso.
A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou, nesta quinta-feira, uma resolução não vinculante pedindo que o relatório seja divulgado ao Congresso e ao público. Não está claro se o Senado, controlado pelos partidários republicanos de Trump, vai adotar a medida.

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