Uri Geller promete impedir Brexit usando telepatia




Ilusionista israelense diz que sentiu ‘psiquicamente e com muita força que a maioria dos britânicos não quer’ sair da União Europeia. Em carta, ele lembra que conhece primeira-ministra Theresa May há 21 anos e previu sua chegada ao cargo. A primeira-ministra britânica Theresa May e o ilusionista Uri Geller
Reprodução/Twitter/Uri Geller
O ilusionista Uri Geller prometeu nesta sexta-feira (22) que irá impedir que o Reino Unido deixe a União Europeia usando seus poderes como telepata. Em uma carta aberta à primeira-ministra britânica Theresa May, ele diz que “não irá permitir” que ela conclua o Brexit.
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Geller – famoso desde os anos 1970 principalmente por sua habilidade de entortar colheres – diz ainda que sentiu “psiquicamente, de maneira muito forte” que a maioria dos britânicos é contra a saída do bloco.
“Senti psiquicamente e com muita força que a maioria dos britânicos não quer o Brexit. Eu te amo muito, mas não vou permitir que você leve a o Reino Unido ao Brexit. Por mais que eu admire você, eu vou impedi-la telepaticamente de fazer isso – e acredite em mim, eu sou capaz disso. Antes de tomar este drástico curso de ação, apelo para que você pare o processo imediatamente, enquanto ainda tem uma chance”, escreveu.
O ilusionista israelense viveu por muito tempo na mesma região que May e diz que conhece a primeira-ministra há 21 anos. Ele afirma ainda que previu que ela chegaria ao cargo anos antes de sua eleição.
“Três anos antes de você se tornar primeira-ministra, previ sua vitória quando lhe mostrei a colher de Winston Churchill no meu Cadillac, que pedi para você tocar”, garante na carta.
Geller também afirma que, graças a ele, o líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, jamais chegará ao posto de primeiro-ministro. Segundo sua carta, ele usa o poder de sua mente para garantir que “Jeremy Corbyn nunca receba as chaves para o número 10 de Downing Street (residência oficial dos primeiros-ministros britânicos). Vou garantir que eles se desviem de todas os ajustes para assegurar que ele nunca resida lá”, escreveu.
Adiamento
Na quinta-feira, o Conselho Europeu concordou em conceder um adiamento até o dia 22 de maio para que o Reino Unido deixe a União Europeia, caso o acordo do Brexit defendido por Theresa May seja aprovado pelo Parlamento britânico na próxima semana.
Se o Parlamento não aprovar o acordo – que já foi aceito pela EU em novembro de 2018 – o prazo será antecipado para 12 de abril. Em um comunicado oficial (leia aqui, em inglês), o Conselho diz ainda que “espera que o Reino Unido indique um caminho a seguir antes desta data para apreciação pelo Conselho Europeu”.
Acordos rejeitados
Ainda não há uma data para que um terceiro acordo seja votado pelo Parlamento britânico, e também não se sabe qual será seu teor. Na segunda-feira, o presidente da Câmara dos Comuns, a câmara baixa do Parlamento, John Bercow, disse que os ministros não poderiam apresentar novamente a mesma proposta que já foi rejeitada duas vezes.
A União Europeia, porém, diz que não irá discutir um novo acordo e que só aceita aquele que já foi aprovado por seus membros no ano passado.
O acordo original proposto por Theresa May, aprovado por Bruxelas em novembro de 2018, foi recusado pelo Parlamento britânico em 15 de janeiro, por 432 votos contra e 202 a favor, a maior derrota do governo na história moderna – o recorde anterior era de 1924, com diferença de 166 votos.
Em uma segunda votação, no dia 12 de março, a proposta de acordo, com poucas alterações, foi novamente rejeitada. Foram 391 votos contra e 242 a favor.

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