Ataques com carros-bombas deixam 5 mortos na Somália, incluindo vice-ministro




Membros do Al Shabab, grupo jihadista afiliado à Al Qaeda, efetuaram explosões em um cruzamento e em frente a uma delegacia. Destroços de um carro que explodiu em ataque na capital somaliana de Mogadíscio, neste sábado (23).
Farah Abdi Warsameh/AP
As explosões de dois carros-bombas no centro de Mogadíscio, capital da Somália, deixaram cinco mortos e 15 feridos em ação de homens do grupo jihadista Al Shabab neste sábado (23). Entre os mortos está um vice-ministro do governo da Somália, segundo a AFP.
A informação do números de mortos foi dada à Agência Efe por um assessor do Ministério do Trabalho e Obras Públicas, Abdiweli Mohammed Ibrahim.
O primeiro ataque aconteceu no chamado quilômetro zero, no cruzamento de Jubba, onde está a sede dos serviços de inteligência do país, seguido menos de meia hora depois, de outra explosão em frente uma delegacia, perto do Ministério do Trabalho e Obras Públicas, que acabou invadido pelos terroristas.
Soldados somalianos rondam local do ataque de carros-bomba em Mogadício, Somália, neste sábado (23).
AP/Farah Abdi Warsameh
Cinco homens do Al Shabab, grupo jihadista afiliado à rede Al Qaeda, entraram no prédio do governo e fizeram reféns, ao mesmo tempo em que trocaram tiros com homens das forças de segurança que estão atuando na região, segundo o relato de testemunas.
Os serviços de ambulância Amiin, que atuam de maneira gratuita na capital da Somália, resgataram 11 pessoas do local, segundo dados veiculados pela imprensa local.
Ataques violentos
No fim de outubro, um violento ataque deixou 512 mortos – no ataque mais letal desde o 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos. A ação foi atribuída ao al Shabaab embora ele não tenha reivindicado o ataque.
O grupo não assumiu a responsabilidade pelo atentado, mas o governo afirma que o ataque foi organizado pela organização, ligada à Al Qaeda.
Mogadíscio é palco de constantes ataques do grupo jihadista Al Shabab, afiliado a rede Al Qaeda, que controla parte da região central e do sul da Somália. Os rebeldes visam estabelecer um estado islâmico de linha wahabista.

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