Joice defende ditadura e é linchada nas redes sociais

Após a líder do governo no Congresso Nacional, deputada Joyce Hasselmann (PSL-SP), celebrar a decisão do presidente Jair Boslonaro de que o golpe que resultou na ditadura militar de 1964 deve ser comemorado, a oposição usou as redes sociais para criticar a iniciativa e a hashtag #DitaduraNuncaMais virou o assunto mais comentado do Twitter.

Para Joyce Hasselmann, a iniciativa de Bolsonaro para que as Força Armadas comemorem o golpe militar é a “retomada da narrativa verdadeira de nossa história”. A parlamentar, porém, não falou que durante a ditadura o Congresso foi fechado, a imprensa foi censurada e opositores foram perseguidos, torturados e mortos.

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Somente a Comissão Nacional da Verdade conseguiu confirmar 434 mortes e desaparecimentos praticados com a anuência do regime militar. Em seu relatório final, a Comissão recomendou a proibição da realização de eventos oficiais em comemoração ao golpe de 1964 devido “a comprovação de a ditadura instaurada através do golpe de Estado de 1964 foi responsável pela ocorrência de graves violações de direitos humanos, perpetradas de forma sistemática e em função de decisões que envolveram a cúpula dos sucessivos governos do período”.

Após a publicação da líder do governo, a deputada federal Sâmia Bonfim (PSOL-SP), postou uma resposta em que compartilhou uma foto do jornalista Vladimir Herzog, morto em uma cela do DOI-Codi, órgão que atuava na repressão aos opositores durante a ditadura, questionando a “narrativa verdadeira” citada por Joyce.

“Vamos falar em “narrativa verdadeira”? Dos crimes cometidos que foram e seguem sendo silenciados? Da tentativa de eliminar as vozes divergentes? Das ordens vindas do gabinete do presidente para matar opositores? Essa é a “retomada” que a senhora defende, deputada?”, escreveu.

CLICK POLÍTICA com informações de brasil247

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