Início Mundo Embora debilitado e sem território, Estado Islâmico serve de fonte de inspiração para atentados como o do Sri Lanka

Embora debilitado e sem território, Estado Islâmico serve de fonte de inspiração para atentados como o do Sri Lanka

por Portal Click Política




Ideologia de grupo terrorista se propaga com virulência em outro território, o da internet. Homem reza pelas vítimas de explosão em atentado, em Negombo, no Sri Lanka
Gemunu Amarasinghe/AP
Embora debilitado e aparentemente extinto na Síria e no Iraque, o Estado Islâmico deu uma dramática prova de que não está derrotado. Sua ideologia ressurgiu forte no massacre de Domingo de Páscoa no Sri Lanka, conforme vêm à tona detalhes das investigações dos atentados em série que mataram pelo menos 350 pessoas.
Ao mesmo tempo que apontou o NTJ, um grupo islâmico local sem grande relevância, como o responsável pela execução dos ataques, o governo pôs também em dúvida a sua capacidade de organização para uma ação tão coordenada. Seus autores miraram em alvos conhecidos do terror islâmico: igrejas e hotéis de luxo.
Imagem de vídeo mostra, circulado no canto esquerdo, suspeito de provocar explosão na igreja de São Sebastião, em Ngombo, Sri Lanka
Reprodução/JN
O Estado Islâmico reivindicou o ataque, por meio de seu canal de notícias, sem fornecer, contudo, provas de seu envolvimento. Não importa se o chamado califado tenha sido dizimado ou não tenha mais um território; suas ideias proliferam e se propagam pelas redes sociais como uma corrente virulenta.
É a onda do futuro, resumiu à “Foreign Policy” Anne Speckhard, chefe do think tank Centro de Estudos do Extremismo Violento: pequenos grupos de combatentes podem se mobilizar rapidamente e buscam alvos fáceis — países como o Sri Lanka, que não têm um histórico de terrorismo islâmico radical e, por isso, são mais vulneráveis.
O ministro da Defesa, Ruwan Wijewardene, confirmou que a maioria dos suicidas que perpetraram os atentados em igrejas e hotéis vinham de classe média ou classe média alta, educada no exterior. Entre os nove terroristas, oito foram identificados, todos do Sri Lanka. Um deles estudou no Reino Unido e fez pós-graduação na Austrália. Baseado em depoimentos de 60 presos, o premiê, Ranil Wickremesinghe, sugere que os terroristas tenham mantido contato com o Estado Islâmico.
Os chamados combatentes retornados são potenciais agentes de disseminação da ideologia terrorista. Anne Speckhard calcula que 45 mil pessoas saíram de seus países para juntar-se ao Estado Islâmico; metade morreu, a outra metade voltou para casa. Sem território, estes sobreviventes encontram nas redes sociais um terreno fértil para se manterem conectados.

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