Mais uma pessoa ligada ao traficante Jarvis Pavão é executada a tiros na fronteira com o Paraguai




De acordo com a polícia, essa é a terceira pessoa ligada a Jarvis executada em menos de seis meses. O tio e a advogada foram as primeiras vítimas. Homem foi executado na fronteira com o Paraguai
Polícia Nacional Paraguaia/Divulgação
Um homem, de 39 anos, foi executado a tiros na tarde desta terça-feira (7) na cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, na fronteira com o Brasil. De acordo com a polícia, ele trabalhava como secretário do traficante brasileiro Jarvis Ximenes Pavão.
A vítima foi identificada como Hugo Orlando Escobar Ayala e era conhecido como “Salame”. Ele estava dirigindo uma caminhonete por uma avenida no centro da cidade quando foi atingido pelos pistoleiros que também estavam em uma caminhonete.
Segundo a polícia paraguaia , mais de 20 tiros de pistola 9 mm foram disparados contra Hugo, que morreu no local antes da chegada do socorro. Para a polícia, a execução foi um “ajuste de contas” conduzido por uma facção criminosa que atua na região fronteira.
O empresário Chico Gimenez, tio de Jarvis Ximenes foi assassinado em janeiro, na casa dele, em Ponta Porã, cidade vizinha de Pedro Juan Caballero. Ele foi candidato a prefeito do município em 2016.
Em novembro de 2018, a advogada de Jarvis, a argentina Laura Marcela Casuso, de 54 anos, também foi executada a tiros.
Jarvis Pavão sendo extraditado
Rede Globo/Reprodução
Jarvis Ximenes Pavão
Jarvis Ximenes Pavão, é apontado pela Polícia Federal como um dos maiores fornecedores de maconha e de cocaína para o Brasil. Atualmente ele cumpre pena na Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.
O traficante foi condenado a 17 anos e 8 meses de prisão por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, e ainda a 10 anos, 9 meses e 15 dias de reclusão, por tráfico internacional de drogas.
Pavão também é investigado pelo assassinato de outro traficante brasileiro, Jorge Rafaat, em junho de 2016, em Pedro Juan Caballero. Rafaat sofreu uma emboscada e foi morto com tiros de uma metralhadora de guerra. A morte teria sido parte da disputa pelo controle tanto da venda como da produção de drogas na região.

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