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Turco Ali Sipahi deixa carceragem da Polícia Federal em São Paulo

por Portal Click Política




Ele foi levado para a sede da Justiça Federal, onde deverá receber uma tornozeleira eletrônica. STF ainda terá que julgar pedido de extradição. Ali Sipahi, em foto de arquivo
Reprodução
O turco naturalizado brasileiro Ali Sipahi deixou por volta das 10h10 desta quarta-feira (8) a carceragem da Polícia Federal em São Paulo. Sipahi foi levado em um carro da PF para a Justiça Federal também na capital paulista, onde deverá receber uma tornozeleira eletrônica. Sipahi ficou preso na PF desde o dia 5 de abril acusado de terrorismo pelo governo turco. O ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou soltar Sipahi nesta terça-feira (7).
Ligado a um movimento de oposição ao governo de Recep Tayyip Erdogan, Ali Sipahi vive no Brasil há 12 anos, é comerciante, casado com uma turca e tem um filho brasileiro de 4 anos.
Ele é acusado por autoridades turcas de fazer parte de uma organização considerada terrorista.
O governo turco pediu ao Brasil a prisão de Sipahi para uma futura extradição. O Supremo ainda terá que julgar a extradição, mas não há data prevista.
Pedido de liberdade
Ao mandar soltar o turco naturalizado brasileiro, Edson Fachin atendeu um pedido da defesa de Ali Sipahi.
O ministro determinou ainda que Sipahi:
seja monitorado com tornozeleira eletrônica;
se recolha no período noturno em casa;
não deixe São Paulo sem autorização judicial;
devolva o passaporte.
Conforme o ministro, Sipahi pode ficar em liberdade até uma decisão final sobre a extradição porque ele tem nacionalidade brasileira, tem filho e mulher que vivem no Brasil sob dependência dele, mora no Brasil desde 2007 e não há nenhum antecedente que o desabone.
Processo de extradição
A lei brasileira permite extraditar um cidadão naturalizado desde que ele seja acusado de crime comum cometido antes da naturalização.
O Supremo aguarda uma manifestação da defesa do turco para, depois, pedir um parecer da Procuradoria Geral da República (PGR) sobre a extradição.
Com o parecer da PGR, Fachin terá de submeter o caso à Segunda Turma do Supremo. A Turma não vai julgar o mérito, ou seja, se Ali Sapahi cometeu ou não crime. Decidirá, somente, se ele deve ou não deixar o Brasil para responder às acusações na Turquia.

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