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Juan Guaidó denuncia Nicolás Maduro por tentar ‘golpe no Parlamento’ e convoca novos protestos

por Portal Click Política




Após prisão de vice da Assembleia Nacional, Guaidó afirmou ‘dar como certo’ a prisão dele mesmo e de outros deputados. Juan Guaidó, autoproclamado presidente da Venezuela, bebe água durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira (9)
Ivan Alvarado/Reuters
O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, afirmou nesta quinta-feira (9) que o regime de Nicolás Maduro tenta dar um golpe na Assembleia Nacional – que é comandada pelo líder oposicionista. Ele também convocou novos protestos para o sábado.
Durante entrevista coletiva, Guaidó disse acreditar que o regime vai prendê-lo. Na noite de quarta-feira, equipes do serviço de inteligência venezuelano prenderam o vice-presidente da Assembleia, Edgar Zambrano (leia mais sobre o caso adiante).
“Damos como certo a escalada repressiva do regime. Vão continuar detendo deputados e vão prender o presidente interino”, declarou Guaidó.
Guaidó diz à GloboNews que militares estão descontentes
O líder da oposição também disse que a Venezuela “cruzou a ‘linha vermelha’ há muito tempo”. “Só tem uma saída, muito clara: aumentar a pressão com a Operação Liberdade e com ajuda internacional”, emendou Guaidó.
Preso em um guincho
Edgar Zambrano, vice-presidente da Assembleia da Venezuela, ao lado de Juan Guaidó, antes de ser detido por forças chavistas
Manaure Quintero/Reuters/Arquivo
Forças de segurança controladas pelo regime de Nicolás Maduro cercaram e prenderam o vice-presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Edgar Zambrano, na noite de quarta-feira.
Segundo relato do próprio Zambrano, publicado nas redes sociais, os guardas do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin) cercaram e guincharam o carro onde estava o político. Ele foi levado ao Helicoide, prédio em Caracas que guarda opositores ao regime de Maduro.
“Usaram um guincho para nos levar à força ao Helicoide”, relatou o oposicionista.
Juan Guaidó passa em frente de Edgar Zambrano, vice da Assembleia Nacional da Venezuela que foi preso por forças pró-Maduro nesta quarta-feira (8)
Ivan Alvarado/Reuters
Ele é um dos políticos que teve a imunidade parlamentar cassada pela Assembleia Constituinte – organismo controlado pelo regime chavista – na terça-feira. Além de Zambrano, os partidários de Maduro também cassaram os direitos de outros seis deputados que apoiaram os protestos da semana passada.
Militares apoiadores de Guaidó se posicionam com fuzis duante da base aérea ‘La Carlota’, em Caracas
Matias Delacroix/AFP
Em 30 de abril, Guaidó convocou protestos ao afirmar que havia conquistado o apoio das Forças Armadas. Segundo ele, era a etapa final da chamada “Operação Liberdade”, organizada para retirar de vez Maduro do poder. No mesmo dia, o opositor Leopoldo López deixou a prisão domiciliar.
O movimento, entretanto, foi fortemente reprimido por forças pró-Maduro. Cinco pessoas morreram, e 239 ficaram feridas após violenta repressão.

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