Início Geral Reinaldo Azevedo: Bolsonaro demite Moro, que prometeu STF a outro juiz que condenou Lula

Reinaldo Azevedo: Bolsonaro demite Moro, que prometeu STF a outro juiz que condenou Lula

por Portal Click Política

Em sua coluna no UOL, o jornalista Reinaldo Azevedo comentou sobre a entrevista em que Jair Bolsonaro garantiu, com um ano e meio de antecedência, uma vaga a Sergio Moro no Supremo Tribunal Federal.

Pelo visto o ministro da Justiça, Sérgio Moro, não vai conseguir cumprir uma promessa que fez a João Pedro Gebran Neto, desembargador do Tribunal Regional Federal da 4º Região.

Aquele que se pretendia superministro de Jair Bolsonaro prometeu a seu parceiro do andar superior da Justiça Federal que seria este a ocupar a vaga que será aberta no Supremo em novembro do ano que vem, quando Celso de Mello faz 75 anos e deixa o tribunal.

Sim, Gebran Neto é o relator dos recursos contra decisões da primeira instância tomadas na 13ª Vara Federal de Curitiba, dedicada exclusivamente à Lava Jato, onde Moro atuou como monarca absolutista.

Ao julgar o recurso de Lula, que tramitou com rapidez inédita naquele tribunal, Gebran e seus outros dois colegas, Leandro Paulsen e Victor Laus, foram de uma severidade que assombrou o mundo jurídico.

Vamos ver.

(…)

É evidente que o homem que condenou Lula e que promoveu o esparramo que promoveu na política não poderia ter aceitado essa troca. Se você tem dúvidas sobre a moralidade da operação, faça de conta que Bolsonaro é Lula e que a negociação foi feita com o juiz que tirou da disputa o principal opositor do petista.

Que coincidência! Assistimos à ascensão meteórica de juízes ligados à condenação e à prisão de Lula.

Ora, Bolsonaro demitiu o ministro da Justiça, Sérgio Moro, com um ano e meio de antecedência.

É o aviso prévio mais longo da história da República.

Mas não fez só isso: deixou claro também que o agora ministro e então juiz fez um acordo espúrio, do ponto de vista político, para aceitar um lugar na Esplanada dos Ministérios. Até os gramados de Brasília, que logo estarão secos, sabem que Moro estava tentando mover as peças do jogo para se credenciar para a sucessão presidencial.

(…)

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