Coreia do Norte diz que EUA afrontam espírito de cúpula Trump-Kim com apreensão de navio




Comunicado da chancelaria norte-coreana afirma que seria ‘maior erro de cálculo’ se os EUA acreditassem que conseguem controlar Pyongyang com a força. Navio de carga da Coreia do Norte apreendido pelo governo dos EUA em abril de 2018
Department of Justice via AP
A Coreia do Norte disse nesta terça-feira (14) que a apreensão de um navio de carga do país pelos Estados Unidos foi um ato ilegal que afrontou o espírito da cúpula de Singapura, que reuniu pela primeira vez o líder norte-coreano, Kim Jong-un, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O Ministério das Relações Exteriores norte-coreano também exigiu a devolução da embarcação sem demora.
“Os Estados Unidos cometeram um ato ilegal e ultrajante de desapropriação de nosso navio de carga”, disse um porta-voz não identificado da chancelaria em um comunicado divulgado pela agência de notícias estatal norte-coreana KCNA.
“O ato mais recente dos EUA constituiu uma extensão do método norte-americano de calcular para colocar a República Popular Democrática da Coreia (RPDC) de joelhos por meio da ‘pressão máxima’ e uma negação explícita do espírito subjacente ao Comunicado Conjunto RPDC- EUA de 12 de junho”.
O nome formal da Coreia do Norte é República Popular Democrática da Coreia.
Seria o “maior erro de cálculo” se os EUA acreditassem que conseguem controlar Pyongyang com a força, disse o comunicado, acrescentando que ficará atento ao comportamento futuro dos EUA.
Na semana passada, o Departamento de Justiça norte-americano disse que um cargueiro norte-coreano conhecido como “Wise Honest” foi apreendido e retido na Samoa Americana. A embarcação foi acusada de transportar carvão ilicitamente, uma violação de sanções e foi detida inicialmente pela Indonésia em abril de 2018.
Em 12 de junho, Kim Jong-un e o presidente Donald Trump se comprometeram a estabelecer novas relações e um regime de paz na península coreana durante a cúpula inédita, que aconteceu em Singapura. Em fevereiro, eles realizaram uma segunda cúpula no Vietnã que terminou sem um acordo e antes do previsto.
Kim Jong-Un e Donald Trump se cumprimentam durante reunião ao lado de assessores, em Singapura, na terça-feira (12)
Kevin Lim/The Straits Times via AP
As tensões entre os dois países voltaram a crescer desde a cúpula fracassada. O anúncio de Washington sobre o confisco do navio veio na quinta-feira, horas depois de Pyongyang disparar dois mísseis de curto alcance. Kim pediu uma “postura plena de combate” após a apreensão do cargueiro.

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