Houthis entregam três portos no Mar Vermelho, no Iêmen




Hudeida, As Salif e Ras Isa, no oeste do país, foram entregues às autoridades iemenitas nesta terça (14). Retirada dos rebeldes começou no sábado. O conflito já dura quatro anos e causou a pior crise humanitária do mundo. Houthis no porto de Saleef, na província de Hudeida, no sábado (11).
Abduljabbar Zeyad/Reuters
A Organização das Nações Unidas (ONU) disse nesta terça-feira (14) que os rebeldes houthis entregaram o controle dos portos do Mar Vermelho em Hudeida, As Salif e Ras Isa, no oeste do Iêmen, para a guarda costeira iemenita.
Os houthis representam a minoria xiita do Iêmen, que é um país muçulmano. O conflito entre eles e o governo iemenita começou em 2015, com os bombardeios aéreos no país, mas tem origens que remontam à década de 1990.
A saída dos rebeldes dos portos começou no sábado (11). É o avanço mais significativo para acabar com a guerra, que já dura quatro anos e causou fome no país por causa das restrições a importações de alimentos e outros suprimentos. Hudeida é o principal porto do Iêmen.
Uma menina desnutrida é vista no colo de seu pai em uma favela em Hodeidah, no Iêmen
Abduljabbar Zeyad/Reuters
O general Michael Lollesgaard, chefe da missão da ONU na região, visitou, na terça (14), os três portos, para verificar a retirada das forças dos houthis. De acordo com a ONU, a saída “foi executada, em parte conforme o estipulado pelas partes iemenitas dentro da primeira fase”.
Em comunicado, Lollesgaard parabenizou a entrega dos portos, mas afirmou que “ainda há muito trabalho para acabar com as manifestações militares, mas a cooperação foi muito boa”. Segundo a ONU, esses passos “significativos” são a primeira parte do recuo negociado em dezembro em Estocolmo, na Suécia, considerado fundamental para manter o cessar-fogo e avançar para um possível fim negociado da guerra.
Desabrigado da cidade de Hodeida em abrigo na cidade de Sana’a, capital do Iêmen.
Khaled Abdullah/Reuters
De acordo com o texto, o chefe da missão da ONU pediu também que as partes concluam as negociações pendentes para permitir a implantação completa do acordo.
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As duas partes em conflito começaram, também na terça-feira, uma reunião em Amman, na Jordânia, para discutir a gestão e distribuição dos lucros dos portos no Mar Vermelho.

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