LULA: A MÍDIA INDEPENDENTE É NOSSA ÚLTIMA ESPERANÇA

O ex-presidente Lula exaltou a importância da mídia alternativa em sua mais recente entrevista, concedida da prisão, na sede da Polícia Federal em Curitiba, aos jornalistas Joaquim de Carvalho, do DCM, e Eleonora de Lucena, do Tutaméia na última semana. Ele contou se informar com frequência a partir de conteúdo de canais alternativos. “É a fonte de informação que eu tenho, embora eu possa assistir jornal da Globo, a Bandeirantes, o SBT… mas é jornal chapa branca, eu não tenho interesse”, relatou.

Lula disse que, enquanto ocupava a presidência, subestimou o poder da imprensa hegemônica. “Eu menosprezei o poder de fogo da grande imprensa. Eu disse ‘quem quiser me derrotar vai ter que ir para a rua competir comigo’. E orgulhosamente eu terminei o meu mandato com 87% de bom e ótimo, 10% de regular e 3% de ruim e péssimo que deve ter sido o comitê do PSDB”, declarou. “Eu acho que o Bolsonaro não vai reconhecer, mas eu acho que ele votou em mim todas as vezes”, acrescentou, com bom humor.

- Publicidade -

“Então eu menosprezei a imprensa porque eu não dava muita importância para a imprensa. E obviamente que a imprensa alternativa não tinha naquele tempo o peso que ela tem agora. E a gente vai percebendo também que a imprensa alternativa não é tão alternativa, porque você tem o monopólio do Google, do Youtube, daqui a pouco vocês vão perceber… e são monopólios estrangeiros, que a gente não tem nem o controle”, prosseguiu o ex-presidente.

“Mas eu acho que a imprensa alternativa é efetivamente a única esperança de democratização dos meios de comunicação no País. Nós demos um passo quando eu estive no governo, que foi a gente fazer a mídia técnica. Mas acho que nós precisamos dar outro passo”, enfatizou. “Precisávamos ver um jeito de como financiar a mídia alternativa. Eu sei o sufoco que vocês passam”, disse ainda.

A declaração foi em resposta a uma pergunta feita pelo jornalista Altamiro Borges, presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, sobre a oportunidade perdida de promover uma regulação democrática dos meios de comunicação durante seu governo.

“Se eu pudesse voltar no tempo, eu teria tocado a regulação da mídia mesmo sabendo que seria difícil passar no Congresso, até porque ali todo mundo é dono de rádio, de canal de TV. Mas acho que precisa, sim, ser feito”, concluiu.

CLICK POLÍTICA com informações de brasil247

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

For security, use of Google's reCAPTCHA service is required which is subject to the Google Privacy Policy and Terms of Use.

I agree to these terms.