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Ex-presidente do Paquistão Asif Zardari é preso por suspeita de lavagem de dinheiro

por Portal Click Política




Comissão diz que ex-presidente e aliados lavaram mais de R$ 100 milhões em 29 contas bancárias. Político detido acusa governistas de complô. Asif Ali Zardari, ex-presidente do Paquistão, acena a apoiadores ao ser preso em Islamabad
Faheem Soomro/Reuters
O ex-presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, foi preso nesta segunda-feira (10) suspeito de lavagem de dinheiro. Ele ocupou o cargo entre 2008 e 2013 e é viúvo da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, assassinada em 2007.
Soldados do NAB, o órgão anticorrupção paquistanês, prenderam Zardari em casa, segundo a agência EFE. O ex-presidente faz parte do Partido Popular do Paquistão, opositor do atual governo.
Polícia prende ex-presidente do Paquistão
Horas antes, o Superior Tribunal de Islamabad tinha rejeitado o prolongamento da liberdade provisória de Zardari e de sua irmã Faryal Talpur, que não foi detida.
O ex-presidente e outros políticos estão sob investigação de uma equipe que inclui membros da Agência Federal de Investigação e dos serviços de inteligência por ordem do Supremo por supostamente ter lavado dinheiro.
Segundo um relatório da comissão, o ex-presidente e aliados “lavaram” 4,2 bilhões de rúpias (R$ 107,6 milhões) por meio de 29 contas bancárias em nome de outras pessoas.
Prisão e desavenças com opositor
Viúvo da ex-primeira-ministra Benazir Bhuto, assassinada em um atentado em 2007, Zardari teve há décadas problemas com a justiça por corrupção. Ele já esteve preso quase 11 anos por diversos casos.
Zardari negou qualquer atividade criminosa e afirmou que trata-se de uma investigação politicamente motivada promovida pelo governante Paquistão Tehreek-i-Insaf (PTI) do primeiro-ministro, Imran Khan.
Outros partidos como a Liga Muçulmana do Paquistão do também ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif, que cumpre duas penas de prisão, e Shahbaz Sharif, em liberdade condicional, também denunciaram casos anticorrupção contra eles por motivos políticos.

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