Sergio Massa fecha acordo com kirchnerismo para as eleições na Argentina




Acordo inclui possibilidade de que político peronista dispute eleições primárias para a chapa que tem Cristina Kirchner como vice. Massa participou do governo kirchnerista, mas se tornou opositor até, novamente, mudar de lado. Sergio Massa, pré-candidato à Presidência da Argentina, fechou acordo com a coalizão de Cristina Kirchner para as eleições de outubro
Agustin Marcarian/Arquivo/Reuters
O político peronista Sergio Massa fechou nesta quarta-feira (12) acordo com a chapa de Alberto Fernández e Cristina Kirchner para a disputa das eleições da Argentina, programadas para outubro. Falta definir se ele concorrerá em uma primária para encabeçar a chapa da coligação ou se ele vai se candidatar a outro cargo.
Líder do partido Frente Renovadora, Massa chefiou o gabinete de Cristina Kirchner há 10 anos. Entretanto, ele rompeu com o kirchnerismo e passou a adotar uma linha mais conservadora, com postura favorável ao combate às drogas na Argentina.
Cristina afirma que será candidata a vice na chapa liderada pelo ex-chefe de Gabinete de Nestor Kirchner, Alberto Fernández
Daniel Garcia/AFP
Massa, já na oposição, candidatou-se à Presidência argentina nas eleições de 2015. Terminou na terceira colocação com cerca de 21% dos votos válidos.
Com Mauricio Macri na Presidência, Massa passou a criticar fortemente a política econômica do governo e o aumento da pobreza na Argentina.
Cristina Kirchner, que é ré em acusações de corrupção, decidiu concorrer à Vice-presidência e ceder a cabeça de chapa a Alberto Fernández. Apesar de o acordo com Massa abrir possibilidade de uma primária no plano kirchnerista, os aliados de Cristina não creem que a composição da chapa mudará.
Coligações formadas
Miguel Ángelo Pichetto, escolhido como vice da chapa encabeçada por Mauricio Macri nas eleições presidenciais da Argentina, em foto de março
Agustin Marcarian/Reuters
Termina nesta quarta-feira o prazo para que os partidos políticos argentinos formem coligações para as eleições de outubro. Os grupos, porém, terão mais tempo para decidir quem integrará as chapas.
Na terça-feira, Macri anunciou que terá outro peronista, Miguel Pichetto, como candidato a vice-presidente – o peronismo argentino tem políticos à direita e à esquerda no espectro político. A coligação recebeu o nome de “Juntos por el Cambio” (“Juntos pela Mudança”).

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